Concórdia batiza acordos com os jogadores de 'Bolsa Covid'

Clube do Oeste catarinense se organiza para enfrentar a crise

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O Concórdia Atlético Clube criou o “Bolsa Covid”. A diretoria batizou com este nome os acordos propostos aos jogadores em meio à pandemia do novo coronavírus. A equipe do Oeste catarinense não joga desde 15 de março, assim como as demais equipes da Série A do futebol estadual. No dia seguinte, a competição foi suspensa por tempo indeterminado.

“Estamos tentando a prorrogação contratual dos atletas até 31 de julho, um trabalho que vem sendo feito junto ao nosso departamento jurídico. É um termo aditivo. Criamos uma‘bolsa covid’, dentro desse termo. Já definimos com alguns atletas, não desamparando ninguém. Fizemos proposta de readequação salarial. Cada jogador tem um patamar financeiro, e a gente, dentro desse termo aditivo, fala em bolsa porque não vai atingir o valor salarial que os atletas vinham recebendo”, explicou o presidente Jonas Guzzatto, em entrevista à Rádio Chapecó nesta semana.

“São acordos individuais para que a gente faça um repasse mensal em cima desse aditivo que vai colocar,não só no termo, mas na CLT do atleta. Até porque os contratos dos jogadores com tempo menor eram com prazo determinado (a maioria até o fim de abril, período em que o campeonato terminaria). Então, a gente faz um novo contrato, isso falando de CLT, com vencimento em 31 de julho (prevendo a retomada da competição), e também o contrato desportivo na CBF”, acrescentou o mandatário do Galo.

Queda de receita

A paralisação do futebol brasileiro fez a arrecadação dos clubes despencar. Conforme Jonas Guzzatto, o Concórdia tem um orçamento mensal em torno de R$ 380 mil, mas a receita caiu para cerca de R$ 120 mil. Readequações foram feitas, como a suspensão temporária de contratos de funcionários e de jogadores com vínculo mais longo, para honrar a folha de pagamento da equipe, que hoje é de R$ 160 mil. Alguns atletas também foram liberados.

Jonas Guzzatto afirma que os salários estão em dia, mas não sabe até quando o Galo conseguirá honrá-los. “O cenário é extremamente difícil, em todas as situações como saúde e nas finanças”, disse. Porém, ele garante: “Não queremos deixar ninguém na mão”.

Contra o rebaixamento

O Concórdia Atlético Clube jogará o mata-matado descenso com o Tubarão – apenas um cai neste ano –, mas a direção do Galo defende o não rebaixamento no Catarinão. Clubes como a Chapecoense concordam com a ideia concordiense, entretanto, a Federação Catarinense de Futebol se posiciona contra.

O presidente Jonas Guzzatto entende que essa mudança no regulamento, a exemplo do que fora decidido no Rio Grande do Sul, daria fôlego financeiro para o CAC, que não tem competições a disputar até o fim deste ano. Por esse motivo, os contratos de praticamente todo o elenco terminavam em abril. A FCF quer concluir o campeonato, mas não há previsão de retorno devido ao avanço do novo coronavírus. As prorrogações contratuais causam uma despesa que não estava programada, justamente em um momento de crise.

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