Concórdia tem 21 atletas com contrato até o fim de abril, quando deveria terminar o Catarinense

Dependendo das novas datas, Galo corre risco de perder praticamente todo o grupo para o mata-mata do descenso, mas diretoria reforça necessidade de ter parado o campeonato

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O Concórdia se posicionou em favor da paralisação do calendário estadual de futebol, devido à pandemia do novo coronavírus. A Federação Catarinense (FCF) suspendeu a Série A por tempo indeterminado. Quando a competição for retomada, e dependendo das datas, o clube do Oeste poderá ter problemas em relação ao vínculo contratual dos atletas.

Dos 27 jogadores inscritos pelo Galo, 21 têm contrato encerrando no fim de abril, quando termina ou deveria terminar a disputa. Um já foi liberado em comum acordo: o zagueiro Ferron. A diretoria terá dificuldades se o certame for retomado após este período. “Como o Concórdia não tem calendário no segundo semestre, a dificuldade é maior. Se alterar as datas de término, temos que editar grande parte dos contratos. Isso gera gasto, pois os aditivos requerem valores”, explicou o presidente Jonas Guzzatto.

Os concordienses ficaram em nono lugar (penúltimo) na fase classificatória do Catarinão, com sete pontos em nove rodadas. Conforme o regulamento, decidirá a permanência na divisão de elite contra o lanterna Tubarão, que somou seis pontos, em jogos de ida e volta. A segunda partida está prevista para o estádio Domingos Machado de Lima, pois o time do técnico Emerson Cris fez melhor campanha que a equipe do Sul do Estado. No Peixe, apenas seis jogadores têm contrato só até o fim do mês que vem.

Em tese, a briga contra o descenso é o menor dos entraves da FCF. Isso porque apenas duas datas são necessárias. A luta pelo título gera preocupação maior. Afinal, é preciso encontrar seis datas para a realização das quartas de final, semifinal e final. A etapa mata-mata iniciaria neste fim de semana. Não há previsão de os jogos irão retonar, em função das medidas restritivas de combate à Covid-19.

Apesar do transtorno que o recesso do Estadual provoca, Guzzatto concordou com a suspensão. “A Federação consultou os clubes. Foi a decisão mais sensata (parar). Por tudo que vem acontecendo, pelas informações que temos recebidos e as orientações dos órgãos de saúde, não havia outra saída. A vida do ser humano é muito mais válida que situações de competição. Nesse momento, o campeonato fica em segundo plano”, afirmou. A direção suspendeu os treinos até segunda ordem.

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