Confiança do consumidor tem segunda queda no ano em Chapecó

Pesquisa é uma parceria entre o curso de Economia da Uno e o Sicom

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Saiu da área de confiança moderada ao cair abaixo dos 100 pontos e todos os subgrupos, com exceção das pessoas com 65 anos de idade ou mais, apresentam variações negativas. Esse é o principal indicativo do novo levantamento quanto ao Índice de Confiança do Consumidor (ICC) realizado em Chapecó.

Depois de ter registrado em janeiro queda de 0,15 pontos percentuais, com variação negativa de 0,14% e o total de 102,41 pontos, esse índice apresenta em fevereiro recuo de 5,92 pontos: encolheu para 96,49 pontos, o que representa variação negativa de 5,78%.

Relatório do levantamento, realizado em parceria entre o curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e a Divisão de Pesquisa e Estatística do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom), indica as causas para a menor confiança.

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Uma delas é que os efeitos da renda extra proporcionada pelo FGTS, 13° salário e remuneração de férias “já teriam chegado ao fim, o que pode ter levado os consumidores a reajustar suas expectativas negativamente”. Outro fator está na inflação, que tem se mostrado um pouco elevada nesse início de ano e pode contribuir para reduzir o otimismo dos consumidores.  

O crescimento na confiança do grupo de consumidores com 65 anos de idade ou mais foi de 13,68%. Já a maior variação negativa do ICC, de 10,13%, ocorreu no subgrupo de renda entre R$ 1,5 mil e R$ 3,0 mil, seguida do subgrupo do sexo masculino (-8,76%).

Resultados dos subíndices

Na pesquisa, foram ouvidas 130 mulheres e 116 homens, de forma segmentada por gênero, idade e renda. As entrevistas ocorreram de 15 a 28 de janeiro na região central da cidade e serviram para compor outros três índices. 

O Índice de Condições Econômicas (ICE) reduziu em 2,96%, na comparação com janeiro, de 101,35 pontos para 98,35. Também o Índice de Expectativas de Consumo (IEC) teve variação negativa, de 7,49% e 95,35 pontos, ante 103,06 pontos no mês passado. De outra parte, o Índice de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (IEIC) subiu 4,76%, de 135,17 em janeiro para 143,66 pontos em fevereiro.

Outros dados

A pesquisa ainda mostra que os entrevistados tiveram consumo extra médio de R$ 720,45, enquanto somente através da internet as compras chegaram a R$ 120,85. Os números indicam, também, a renda média de R$ 3.113,99 e o nível de confiança médio de 95%.

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