Confirmado o primeiro caso de dengue em Chapecó neste ano

Mulher de 60 anos é moradora do bairro Cristo Rei. Ação preventiva ocorre nesta quarta-feira a partir das 18 horas

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O primeiro caso de dengue foi confirmado em Chapecó. A confirmação da doença pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) chegou na quarta-feira (4). Trata-se de uma mulher, de 60 anos que mora no bairro Cristo Rei. A mulher está sendo monitorada em casa. Ela passou atendimento médico, recebeu orientação e foi liberada.

O alerta para o caso é que a moradora contraiu a doença na cidade (autoctone).

Segundo a Prefeitura de Chapecó, por orientação da Secretaria de Estado da Saúde, será realizada em Chapecó, a partir das 18 horas, aplicação de inseticida na região que a mulher mora. 

Aplicação do inseticida

A Secretaria de Estado da Saúde realizará nesta quarta-feira (04) a partir das 18 horas, o trabalho de controle do Aedes aegypti após a confirmação do caso, com a aplicação de inseticida com o carro de UBV – Ultra Baixo Volume.

Para que a atividade alcance o objetivo, é necessário a colaboração de todos os chapecoenses:

- Deixar abertas as portas e janelas; Recolha os pássaros e animais domésticos.

- Recolha as roupas do varal; Lave bem as frutas e verduras antes de consumi-las.

- Evite ficar próximo ao veículo de aplicação do produto para não ter contato.

- Após a aplicação o produto ficará suspenso no ar por cerca de 45 minutos.

- A aplicação e o produto são aprovados pela Organização Mundial da Saúde.

É importante também eliminar todos recipientes que possam acumular água.  Fazer uma vistoria no terreno, e recolher todos os possíveis criadouros. Tampas, garrafas, potes, vidros, enfim, tudo precisa ser recolhido e colocado adequadamente nas lixeiras ou armazenado em local coberto.

Conforme alerta a Prefeitura, combater o mosquito Aedes Aegipty deve ser uma preocupação diária de todos, visando especialmente eliminar os criadouros do mosquito. Tanto no verão, quanto no inverno o trabalho das equipes de combate da Administração Municipal, por meio da Secretaria de Saúde, não param e o principal foco das atividades são a prevenção e sensibilização da comunidade.

A orientação é para que a população receba os agentes e siga as orientações repassadas.

Dicas importantes:

• Cuidado especial no armazenamento e destinação do lixo, mantendo-o em recipiente fechado e disponibilizando-o para recolhimento pela Limpeza Urbana na frequência usual.

• Jamais descarte o lixo ou qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos.

• Mantenha a caixa d’água sempre limpa e totalmente tampada. Além disso, mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água.

• Elimine os pratinhos de vasos de plantas; caso não seja possível mantenha-os limpos e escovados pelo menos três vezes ao dia.

• Ao trocar os pneus, deixe os velhos na borracharia, para que o destino adequado seja dado a eles.

• Mantenha limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos; a água deve ser trocada diariamente; mantenha piscinas sempre em uso e devidamente tratadas.

• Atenção especial ao sair de férias para que esses cuidados estejam garantidos na ausência do morador.

• Receba os Agentes de Combate as Endemias e siga as orientações repassadas pela equipe.

Números de casos registrados ou investigados

A situação epidemiológica de Chapecó teve em 2016, 3.127 casos investigados de dengue, com confirmação de 820 casos.

Em 2017 foram investigados 507 casos com um caso importado.

Em 2018 foram investigados 227 casos, todos negativos.

Em 2019, já foram registrados 324 casos, destes 305 negativos e 18 confirmados.

Em 2020, foram registrados 20 casos, destes 13 negativos, 01 positivo e 06 aguardam resultado do exame.

Os casos de Zika registrados em 2016 foram 38 casos e 3 positivos. Em 2017, 03 casos foram investigados e tiveram resultados negativos. Em 2018, teve 01 caso negativo e 02 aguardam confirmação. Em 2019, 06 casos suspeitos foram investigados, todos negativos. Em 2020, não teve registro da doença.

Os números de chikungunya são em 2016 foram investigados 166 casos, com confirmação de quatro casos. Em 2017, foram 15 casos investigados com 02 confirmações. Em 2018, 08 casos negativos foram registrados. Em 2019, 11 casos foram registrados, 10 negativos e um confirmado. Em 2020, não teve registro da doença.

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