Custo do GPS Rural diminui mais de 80% em Chapecó

Atualmente, 290 placas estão instaladas em propriedades rurais e comunidades do interior

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A tecnologia do GPS Rural já contribuiu para salvar vidas no interior de Chapecó.  Atualmente, 290 placas estão instaladas em propriedades rurais e comunidades do interior. Elas possuem as letras CH de Chapecó, um número e um nome de referência do local, indicando pontos e acessos georreferenciados que integram um mapa digital, facilitando muito a localização das equipes de socorro. O sistema está na palma da mão dos socorristas e é acessado por um smartphone. 

A novidade, a partir deste mês, é a redução no custo para quem pretende ter sua propriedade georreferenciada incluída no sistema, uma economia de 83%. Antes, a participação no projeto era R$ 200, que incluía o custo da placa e da empresa de informática que faz a atualização do sistema. Agora, o dono da propriedade paga apenas R$ 20 para estar georreferenciado e ser atendido pelo GPS Rural. 

A placa de identificação se tornou opcional, ao custo de R$ 15, um total de R$ 35. “O custo ficou irrisório, muito mais atrativo, incentivando o agricultor a integrar o sistema. Uma nova oportunidade para o agricultor não ficar de fora do Programa”, explicou o Secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Valdir Crestani. 

Os benefícios chamam a atenção. “Com essa ferramenta o socorro vai direto ao ponto, sem precisar parar e pedir informação e não tem erro, porque a ferramenta é precisa e leva as viaturas até o local indicado”, explicou o Técnico Agropecuário da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Gilson Pagliosa. 

O Projeto é fruto de uma parceria. Ele existe desde 2017 e é coordenado por uma comissão integrada por agricultores, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, da Sociedade Amigos de Chapecó (SAC), do Sindicato Rural de Chapecó, da Coopercentral Aurora, da Cooperalfa e da BRF. 

Juntos, os parceiros envolveram os órgãos de segurança e trabalham diretamente no atendimento: a Polícia Militar, o Samu e o Serviço Aeropolicial de Fronteira, o SAER-FRON. A Prefeitura doou uma caminhonete para a Polícia Militar para auxiliar no atendimento. “Todos os parceiros são importantes no processo, se um deles não participar, com certeza o Programa acaba enfraquecendo”, complementou Pagliosa. 

O agricultor interessado deve ir até a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, que fica no Mercado Público Regional, e fazer a inscrição. De lá ele sai com o número e o nome da propriedade que são cadastrados. 

Benefícios da ferramenta

Na Barra da Chalana, há 30 kms do centro, onde mora o seu Nelson Machado, o vizinho dele se acidentou de trator no ano passado e foi resgatado rapidamente pelo helicóptero do Saer-fron. O socorro foi acionado pelo número da placa da propriedade do seu Nelson, o que contribuiu muito para agilizar o atendimento.

“Foi ligado lá pra eles e eles vieram pelo número da localização que nós tava aqui. Foi rapidamente mesmo que eles chegaram aqui. Quando o Saer baixou no campo, chegou primeiro que o machucado. Salvou a vida dele, porque foi muito rápido. Faz a diferença”, contou seu Nelson. 

O casal, Delclides e Terezinha Barp, que mora no Bormann há 10 anos, sabe o quanto o GPS Rural faz a diferença pra quem vive no campo. “Com o número da placa e o nome da entrada eles já vem reto. E a gente se sente mais à vontade também”, disse o seu Delclides. “A gente já sabe que tem a segurança ali da placa, daí a gente dorme mais tranquilo né?!”, concluiu Terezinha. 


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