Deputados cobram mais leitos de UTI nos hospitais de Santa Catarina

Diversos parlamentares se manifestaram a respeito do assunto nas sessões desta semana

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Com várias regiões próximas da ocupação total dos leitos de UTI, diversos deputados estaduais apelaram ao governo do Estado para que agilize a abertura de mais leitos de terapia intensiva. “Pelo amor de Deus, olha para as regiões Norte e Nordeste do nosso Estado, 100% dos leitos ocupados no Hospital São José, chegando a 100% no Regional Hans Dieter Schmidt, não tem mais espaço na rede pública para atendimento, precisa da contratação de leitos privados”, alertou Fernando Krelling (MDB).

Segundo o deputado, a prefeitura contratou 40 novos leitos de UTIs, enquanto o governo do estado destinou 20 leitos já existentes para pacientes com o novo coronavírus. “Não adianta mandar respiradores, temos que contratar médicos, enfermeiros, técnicos, equipes de UTI, os guerreiros do Hospital Regional estão com covid, tem servidor no leito de UTI, é assustadora a situação de Joinville”, completou Krelling.

Kennedy Nunes (PSD) apoiou o colega. “Vinte novos leitos é mentira, estão fazendo uma gambiarra, fecharam o setor B para instalar o setor do covid”, denunciou. Os deputados Ada De Luca (MDB) e Mauro De Nadal (MDB) também destacaram o avanço da pandemia em Santa Catarina e a corrida por mais leitos de UTI.

“No dia 15 de junho o secretário de Saúde falou que havia 372 leitos, que precisava de 712 e reclamou da demora do Ministério da Saúde em liberar novos leitos. O Ministério liberou 233 e agora o Estado tem 345 leitos habilitados! É uma confusão. Não dá para entender, estamos voltando para trás?”, questionou Ada, acrescentando que na região Sul também a ocupação beira os 100%.

“Há um desespero muito grande por leitos de UTI, por habilitação dos leitos de retaguarda, isso deveria ser ágil, mas está se perdendo no meio da burocracia. Apelo para que o governo agilize essas habilitações, Itapiranga está precisando, várias regiões estão precisando”, insistiu De Nadal, vice-presidente da Casa.

Quadro desolador

Já o deputado Vicente Caropreso (PSDB), que é médico, desenhou um quadro desolador, denunciou a falta de sedativos e ponderou que os pedidos por reabertura e a divisão de responsabilidade entre o Executivo Estadual e as prefeituras apresentam a conta à sociedade.

“Solicitamos que houvesse abertura e que os municípios pudessem ter autonomia, agora estamos vendo a autonomia e quanto isso custa, o peso da responsabilidade dividido é forte. Não queríamos, mas a percepção da doença, a má percepção, não foi o governo do estado que veio, o exemplo foi nacional, andar sem máscara e aglomeração na ordem do dia”, disparou.

O parlamentar pediu união de esforços. “A palavra de ordem é ajudar. O senador Esperidião Amin, depois de um apelo nosso, tem promovido reuniões contínuas com o Ministério da Saúde na questão dos kits de anestésicos. Não adianta ter respiradores e vagas na UTI, precisa do medicamento, é problema nacional. É preciso que o presidente aja com firmeza no cenário internacional. É preocupante a provável falta em vários pontos do Estado”, previu Caropreso.

Região Oeste

Altair Silva (PP) lembrou que a região de Chapecó experimentou um quadro semelhante ao de Joinville, e superou. “A nossa baixa mortalidade do coronavírus credito ao bom uso do mel e do trabalho dos servidores de saúde, em Chapecó tivemos 100% dos leitos de UTIs ocupados e conseguimos superar”, informou Altair, referindo-se ao aumento da imunidade causada pelo uso do mel e derivados.

Maurício Eskudlark (PL) culpou o governador Carlos Moisés (PLS) pela falta de leitos. “Todos esses meses o Estado não ampliou as UTIs, comprou alguns respiradores, despachou para os municípios, porém, sem saber se tinha espaço para ampliar. Teve hospital que desativou leitos laboratoriais para fazer leitos de UTI, mas o governo não foi atrás para resolver o problema e hoje temos falta de remédios”, discursou o ex-líder do governo, que ponderou o impeachment do governador ou intervenção federal no Estado.

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