Deputados pedem afastamento do secretário da Saúde em Santa Catarina

Parlamentares dizem que André Mota Ribeiro participou da compra dos 200 respiradores

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Estado (Alesc) solicitou o afastamento imediato do secretário de Estado da Saúde, André Mota Ribeiro. Dirigido ao governador Carlos Moisés (PSL), o requerimento, que é de autoria da Comissão Especial de Acompanhamento de Gastos Públicos da Alesc, para analisar os investimentos do governo do Estado com a pandemia do novo coronavírus, foi aprovado com 26 votos favoráveis e três abstenções, dos 40 deputados.

O afastamento já havia sido aprovado pela Comissão Especial. De acordo com o presidente desta Comissão, deputado Marcos Vieira (PSDB), o motivo seria a participação do secretário na compra dos 200 respiradores mecânicos por R$ 33 milhões da empresa Veigamed, operação que é investigada por uma Comissão Parlamentar do Inquérito (CPI) na Alesc. O valor foi pago de forma antecipada e até agora somente um lote, com 50 produtos, foi entregue ao Estado.

Vieira informou que folhas do processo de dispensa de licitação que continham referências ao atual secretário foram retiradas. “Ele, efetivamente, participou da compra dos respiradores, inclusive assinando documentos conforme consta no processo encaminhado ao plenário da Casa”, disse. Ribeiro era secretário-adjunto de Helton Zeferino, que pediu exoneração após a polêmica envolvendo a aquisição dos ventiladores vir à tona. Com a saída de Zeferino, Ribeiro foi efetivado como titular da Pasta. Na opinião dos deputados, as suspeitas são muito graves.

O deputado Milton Hobus (PSD), que integra a Comissão, considerou graves as suspeitas e mostrou documentos que comprovariam o envolvimento de Ribeiro na compra dos produtos. “Tudo indica que o atual secretário apertou o botão do pagamento”, comentou o deputado Laércio Schuster (PSB). “É triste, em um momento em que toda a nossa energia deveria ser gasta no combate à covid-19, estamos novamente discutindo afastamento de secretário”.

A líder do governo, deputada Paulinha da Silva (PDT), que se absteve da votação, reconheceu a existência de provas contra o atual secretário, porém, considerou que um eventual pedido de afastamento deveria ser apresentado após Ribeiro ser ouvido pela CPI. O Deputado Sargento Lima (PSL) discordou do encaminhamento da parlamentar. “A permanência dele [secretário] pode causar prejuízos, porque foram retiradas folhas do processo de licitação”, ressaltou.

Deputado Milton Hobus mostra documentos que comprovariam envolvimento de André Ribeiro com a compra dos respiradores

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