Desatenção e imprudência: flagrantes do trânsito chapecoense

Furar o sinal vermelho, desatenção próximo a faixas de pedestres e os tradicionais engavetamentos. Secretária de Defesa do Cidadão aponta como esses acidentes poderiam ser evitados

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Não é raro pelas ruas de Chapecó, flagrarmos situações de imprudência no trânsito. O excesso de confiança, a desatenção ou mesmo aquele senso de oportunismo de alguns motoristas são responsáveis por cenas como furar sinais fechados, conversões em locais proibidos, aquele balaozão em esquinas, ou ainda aqueles não lembram de pisar no freio quando chegam perto de uma rotatória ou cruzamento. E essa conduta é um facilitador para acidentes de trânsito. E como a cidade registra acidentes de trânsito!


Nesta matéria especial da campanha Sou Legal no Trânsito, promovida pelo Diário do Iguaçu, trazemos algumas imagens de acidentes flagradas pelas câmeras de monitoramento de Chapecó. Os acidentes foram registrados ao longo do ano de 2018. Contamos também com a ajuda da secretária de Defesa do Cidadão e Mobilidade Urbana, Luciane Stobe, analisando os erros e como esses acidentes poderiam ser evitados.

 


1.       Furar o sinal vermelho (parte 1º)



 

Nesta primeira imagem, a cena mostra um caminhão cegonha fazendo a conversão à esquerda na Rua Uruguai, com General Osório. “Por ser um veículo pesado, o caminhão demora mais para fazer a manobra e nesse meio tempo e sinal fecha”, explica Stobe.


Logo atrás do caminhão, outros dois carros passam o sinal vermelho. “O primeiro carro que vem (o Fiat Uno), percebe e para. O que vem na pista da direita da General não vê e bate”, comenta. Aqui o não respeito ao sinal fechado foi a causa do acidente. Como evitar? Respeitando a sinalização de trânsito.

 

 

2.       Atropelamento na São Pedro



Aqui a imagem é de um grave acidente, envolvendo o atropelamento de uma mulher que atravessa a faixa de pedestres. Com o impacto, a pedestre foi projetada para o alto e caiu a metros de distância do choque (não mostraremos a imagem completa em respeito à vítima).


O acidente acontece a poucos metros de um redutor de velocidade. “A orientação é quando você está na pista da direita e a travessia da faixa inicia do seu lado esquerdo, você deve reduzir a velocidade. A prioridade nesse entorno é do pedestre”, explica Luciane. O mesmo vale para quando há um ponto de ônibus antes de uma faixa de pedestres.


A regra é que os condutores reduzam a velocidade, justamente porque o propósito da faixa em frente à parada do ônibus é garantir que quem desce do veículo faça a travessia com segurança. Outro ponto destacado pela secretária, é que o veículo que atropelou estava abaixo do limite de velocidade determinado pelo redutor. “Não é necessariamente só o excesso de velocidade, neste caso foi a desatenção para a travessia. Mesmo com uma velocidade baixa gera um impacto desse. A cada 10km/h que você aumenta, o risco de lesão duplica”, comenta.

 

 

3.       Batida na General Osório – sinal vermelho (parte 2º)




Aqui outro flagrante feito pelas câmeras de monitoramento mostram um desrespeito ao sinal vermelho. O carro que segue pela General Osório avança o cruzamento com o sinal ainda fechado, e o veículo que vem pela Clevelândia também avança o sinal, causando a batida.

 

 

4.       Trocar de pista embaixo do cruzamento



Este acidente foi registrado em janeiro de 2018, quando uma van tentou fazer a troca de pista embaixo de um cruzamento na São Pedro com General Osório. O carro que seguia à direita foi atingido pela van e acabou capotando. Luciane comenta que esse tipo de prática é uma infração de trânsito. “Mesmo se ele quisesse dobrar, deveria ter tomado a pista da direita antes. Não posso fazer mudança de pista no cruzamento”, comenta.

 


5.       Batida quando sinal estava intermitente



A partir da meia-noite, os semáforos de Chapecó ficam com sinais intermitentes. “Aqui é uma situação que temos que deixar bem clara. Não é porque o semáforo está intermitente e eu estou na Getúlio e acho que tenho a preferência. No intermitente ninguém tem preferência, ele é um alerta. Todos têm que reduzir e observar”, comenta.

 

 

6.       Desrespeito à sinalização

                                   

 

Neste acidente, a causa foi o desrespeito a uma placa de pare colocada na rotatória de acesso ao aeroporto de Chapecó, na SC-480. A preferência é do carro que segue pela SC-480 e tem a preferencial invadida pelo carro que vem da esquerda para direita da imagem. “Tem até uma placa de pare na frente dele. É comum as pessoas reclamarem que a pista não está sinalizada, mas o sinal tá aí”, pontua.

 

 

7.       Conversão em local proibido



As duas próximas imagens mostram dois acidentes idênticos, que aconteceram exatamente no mesmo local e tiveram a mesma causa: a desatenção. “E a placa mostrando que a conversão não era permitida estava na frente do motorista. Esse é um destaque importante de fazer: placa é ordem, Agente de Trânsito é ordem. Se o sinal está fechado, não é para passar”, detalha Luciane.

 

 

8.       Distância de segurança



Neste acidente, a secretária aponta como causador da batida o fato de o veículo não ter guardado a distância mínima de segurança para o veículo da frente, que é de cinco metros. “Isso é extremamente necessário. O exemplo é este acidente, a lotação foi converter, encontrou um obstáculo e precisou parar, quando o veículo bateu atrás. O erro foi não manter a distância de segurança”, contou.

 

 

9.       Avançar sinal vermelho (parte 3º)


 

A ação rápida do motorista do ônibus de transporte coletivo impediu este acidente. O caminhão guincho avançou o sinal vermelho e a lotação  - que começava a arrancar pela Avenida São Pedro – teve que frear bruscamente para evitar o choque. O motorista do caminhão cruza a avenida e segue seu caminho pela General Osório. “Pode ter provocado a queda de pessoas dentro do ônibus, ferimentos e não foi culpa do motorista, que ainda agiu rápido e evitou a batida”, comentou Stobe. Aqui, a secretária pontua que foi a falta de prudência, já que o motorista viu o sinal fechando e acelerou. “O semáforo no amarelo não significa acelere, significa fique atento”, pontuou.

 

 

10.   Avançar o sinal vermelho (parte 4º)


 

Em mais um flagrante de acidente de trânsito, mais uma vez a causa da batida foi o desrespeito ao sinal vermelho – seja por imprudência ou distração do motorista. Luciane explica que neste caso, os motoristas das duas faixas da esquerda da Avenida Getúlio Vargas perceberam o avanço do carro que vinha pela São Pedro. Mas o condutor que estava à direita (e estava com o sinal aberto para ele), não percebeu e houve o choque. As imagens mostram dois ângulos do mesmo acidente.

 

11.   Sinal vermelho – (parte 5)


Nesta batida, o motorista faz a conversão em um ponto permitido, porém quando o sinal já estava fechado. Acaba atingindo o motociclista que seguia para a General Osório.

 

 

12.   Conversão proibida


 

“O carro estava totalmente parado no acostamento e não devia ter feito essa conversão, que não é permitida. Ele devia ter ido até a rotatória, feito o contorno e seguido na direção pretendida. Quando ele iniciou a manobra, perdeu a visão dos veículos que vinham”, comenta Luciane, que reforça que esse tipo de manobra é uma infração de trânsito. “Ali está sinalizado, inclusive, com faixa dupla, indicando que não é permitido trocar de pista”.

 

 

13.   Engavetamento – não manter distância de segurança


 

Novamente neste acidente, não manter a distância de segurança e a desatenção foram os causadores de outro acidente, desta vez na Avenida São Pedro. É o famoso engavetamento. Neste, o motociclista parou para que o pedestre fizesse a travessia da faixa. O caminhão que vinha atrás não conseguiu frear, atingiu a moto e foi atingido ainda por um carro que vinha atrás.


O pedestre percebeu e saiu da faixa para evitar ser atingido. “Essa distância de segurança evita também os abalroamentos traseiros, porque bateu o primeiro, o segundo bate e também os outros que vem depois, porque está todo mundo além da velocidade ou não mantendo a distância – que é justamente para permitir a frenagem do veículo. É por isso que se diz que quem bateu atrás bateu errado”, diz.


Neste ponto, Luciane faz outra observação que é a respeito do limite da velocidade da via. A São Pedro é uma via fiscalizada e regulamentada a 50km/h. “As pessoas só reduzem para essa velocidade quando chegam na lombada eletrônica. Mas a velocidade limite é essa em toda extensão dela. Muitos motoristas assumem que é 80km/h, fazem a frenagem na lombada e voltam a acelerar. Não é prudente, não é indicado”, comenta, lembrando que o resultado pode ser um acidente. “O pedestre vai atravessar e eu não vou conseguir segurar ou mesmo desviar de obstáculos”, alerta. 


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