Desinchando! Chapecoense reduz o grupo de jogadores para o segundo semestre

Quatro atletas saíram neste mês e outros devem deixar a Arena Condá

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A expressão “grupo inchado” acompanhou a Chapecoense no primeiro semestre. Dirigentes e integrantes da comissão técnica admitiram que o número de jogadores era excessivo. Aos poucos, o elenco verde-branco está diminuindo. Neste mês, o Verdão já comunicou, oficialmente, o desligamento de quatro atletas da lista principal.

Dois foram emprestados, ambos sem custo. O lateral esquerdo Roberto se transferiu para o Figueirense até o fim desta temporada, com salário dividido entre os clubes. O atacante Perotti ficará até julho de 2021 no Nacional, de Portugal. A agremiação da Ilha da Madeira pagará integralmente os vencimentos do atleta.

Outros dois profissionais saíram em definitivo. O volante Orzusa voltou ao Nacional, do Paraguai, após encerrado o contrato de empréstimo. O atacante Lourency foi para o Gil Vicente, de Portugal, depois de rescindir o vínculo que iria até dezembro com a Chape, que ficou com 10% dos direitos econômicos em troca da liberação.

Mais saídas devem ocorrer em junho. A cessão de Victor Andrade junto ao Estoril, de Portugal, encerra no dia 30. O clube do Oeste catarinense não fará um novo acordo e até tirou o nome do jogador da relação de atletas do site oficial. Contratado em março, Ney Franco deu chance ao atacante, mas agora ele não faz mais parte dos planos do treinador.

Empréstimos e devolução

A tendência é outros três jogadores deixarem a Arena Condá. A direção entende que Bruno Silva, 19 anos, precisa de “novos ares”. Considerado uma joia verde-branca, o atacante não correspondeu em 2019 e pode ser emprestado – vários clubes da Série B demonstraram interesse –, isso se não for vendido– o Grêmio chegou a negociar.

Para completar o processo de enxugamento do grupo, o meia Marcos Vinícius deve ser devolvido ao Botafogo e o atacante Renato pode ser emprestado. O meio-campista veio lesionado da equipe carioca e se recuperou, mas só foi utilizado em 14 minutos, no Campeonato Catarinense. Renato também não se firmou.

 

Elenco principal tem 34 atletas, segundo site do clube, mas número deve diminuir

De acordo com o site da Chapecoense, o elenco trabalhado por Ney Franco é formado por 34 atletas. Destes, o goleiro Vagner, o meia Yann Rolim e o atacante Thiago Santos passaram por cirurgia no joelho e dificilmente voltarão a ter condição de jogo neste ano. Sem eles, o número cai para 31.

Por outro lado, o goleiro João Ricardo, que está liberado para atuar após ter concedido efeito suspensivo no caso de doping, e o zagueiro Neto, que voltou a treinar, ainda não compõem a relação oficial de jogadores. Com a dupla, a quantia sobe de 31 para 33.

Se Bruno Silva, Marcos Vinícius e Renato realmente saírem, confirmando as especulações, o elenco do Verdão ficaria com 30 atletas. Esta era a quantidade proposta pelo presidente reeleito Plínio David De Nes Filho, na campanha para o pleito de dezembro de 2018. Não estão descartadas vendas e novas contratações.

Entretanto, o grupo começou 2019 numeroso. Dar oportunidades aos jovens revelados pelas categorias de base no Catarinão fazia parte do planejamento. Até o momento, 47 jogadores já entraram em campo no ano. Alguns destes, hoje, estão emprestados e outros não têm mais ligação com a Chape, como o goleiro Ivan, além Lourency e Orzusa.

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