Detalhes sobre o árbitro de vídeo! Recurso será utilizado em Chapecoense x Figueirense

Reportagem do Diário do Iguaçu acompanhou os ajustes e uma palestra a respeito do VAR na véspera de jogo decisivo na Arena Condá. Árbitro Thiago Peixoto explica o funcionamento do sistema. Assista!

As fases eliminatórias da Série A do futebol catarinense de 2019 contam com árbitro de vídeo, o VAR (na sigla em inglês de video assistant referee). A Arena Condá, em Chapecó, e a Ressacada, em Florianópolis, palcos dos confrontos da semifinal, neste domingo (14), às 16h, foram homologadas neste sábado (13) para utilizar o dispositivo eletrônico.

Os dois estádios foram habilitados com a realização de jogos-testes que certificaram os recursos técnicos de captação de imagens e de comunicação entre os integrantes da equipe de arbitragem. Jogadores das categorias de base de Chape e Avaí participaram da atividade durante 30 minutos. No caso do Verdão, foram utilizados atletas do sub-15.

Após a realização dos eventos de homologação, os instrutores da CBF proferiam palestras para os integrantes da imprensa, ação que ocorreu, também, junto aos atletas dos times semifinalistas durante o dia nas concentrações. Em Chapecó, o supervisor VAR/CBF Almir Mello e o Quality Manager VAR/CBF Cláudio Freitas foram os palestrantes.

Almir e Cláudio reforçaram que a decisão compete, exclusivamente, ao árbitro de campo. A função do VAR é recomendar com base nas imagens. Eles também disseram que o juiz e os assistentes são orientados, nos lances mais complexos, a apitar e a levantarem a bandeira, respectivamente, somente ao fim da jogada. Assim, o VAR ganha tempo na checagem.

O uso do VAR na reta de chegada do Estadual está previsto no conselho técnico, reunião que envolveu os dirigentes dos 10 clubes participantes da primeira divisão, meses antes de o campeonato começar. O custo operacional do árbitro de vídeo no Catarinão é de R$ 40 mil por partida. O valor será dividido em três partes: as duas equipes e a Federação.

A empresa contratada pela FCF é a mesma que ganhou a licitação da CBF para operar o VAR no Brasileirão deste ano. Em questão, a Hawk-Eye Innovations, da Inglaterra, que contratou profissionais brasileiros para conduzir o sistema no País. Ao todo, são dois operadores e mais três pessoas responsáveis pela montagem.

A operação do VAR na Arena Condá ficará em uma das salas embaixo das arquibancadas da ala sul. Os operadores, que irão trabalhar as imagens fornecidas pela NSC TV – emissora detentora dos direitos de transmissão da competição –, terão a companhia do árbitro de vídeo Thiago Peixoto, do assistente de árbitro de vídeo Carlos Berkenbrock e de Almir Mello.

Duas caixas-contêineres foram necessárias para transportar os equipamentos do VAR. O totem com o monitor para o árbitro revisar os lances será instalado próximo ao acesso aos vestiários, na ala leste.

 

QUANDO O VAR É USADO?

Gols

- Posição de impedimento na jogada de criação do gol.

- Infração da equipe atacante na jogada de criação do gol.

- Bola fora de campo antes do gol.

- Não gol (bola não entrou).

Pênaltis

O VAR impede decisões claramente erradas sobre a marcação, ou não, de um pênalti:

- Pênalti erroneamente assinalado.

- Pênalti não assinalado.

- Falta ou impedimento antes da jogada de pênalti, cometido pela equipe atacante.

- Bola fora do campo antes da jogada de pênalti.

Cartão vermelho direto

O VAR impede decisões claramente erradas relativas à expulsão de um jogador:

- As revisões limitam-se a expulsões diretas e não ao segundo amarelo.

- O VAR observa uma falta de expulsão clara que não foi detectada pelo árbitro.

Confusão de identidade

Se o árbitro advertir (cartão amarelo) ou expulsar (cartão vermelho) um jogador erroneamente, o VAR auxiliará o árbitro para que o jogador correto possa ser identificado e sancionado.

 

COMO O VAR TRABALHA?

Passo 1: um incidente ocorre

Passo 2: checagem e/ou revisão do VAR (o árbitro pode revisar a jogada na área de revisão – monitor)

Passo 3: decisão do árbitro

 

CHECAGEM x REVISÃO

- Uma “checagem” é executada, automaticamente, pelo VAR e pelo AVAR, que verificam cada situação/decisão para ver se ocorreu um erro claro e óbvio.

- Uma “revisão” só pode ser iniciada pelo árbitro central (o de campo). Outros árbitros (especialmente o VAR) podem recomendar uma revisão, mas somente o árbitro tem o poder de decisão final.

 

EQUIPES DE ÁRBITROS

- 4 árbitros no campo de jogo: árbitro central, árbitros assistentes (bandeiras) e quarto árbitro.

- 2 árbitros no VAR: um para as decisões do árbitro e outro para as decisões dos árbitros assistentes.

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