Entenda a relação entre a asma e o novo coronavírus

Com o novo coronavírus, pacientes portadores de enfermidades pulmonares, como a asma, se tornam grupo de risco para a doença.

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 Segundo o Ministério da Saúde, mais de 6 milhões de brasileiros sofrem com a asma, doença respiratória crônica que mata até cinco pessoas diariamente no Brasil. Com o novo coronavírus, pacientes portadores de enfermidades pulmonares, como a asma, se tornam grupo de risco para a doença.

Pacientes com asma têm maior risco de desenvolver complicações caso sejam infectados pelo novo coronavírus, alerta Myrna Campagnoli, diretora médica do Ghanem Laboratório , que integra a Dasa - líder em medicina diagnóstica no Brasil. "Em casos mais graves, o vírus pode provocar uma reação inflamatória no pulmão, o que pode ser fatal, especialmente para pessoas portadoras da asma. Vale ressaltar que a asma é uma doença que pode se iniciar em qualquer faixa etária, não só em crianças, e portanto, todos os pacientes devem procurar um especialista para avaliar o seu quadro de saúde caso apresentem falta de ar, tosse persistente e sensação de chio no peito", explica Myrna. 

Outro ponto de atenção é que as doenças respiratórias têm seu pico de incidência no inverno, e com isso há aumento da procura pelos serviços de saúde. "Os pacientes com asma preferencialmente devem ter os remédios prescritos para a prevenção e tratamento de crises em suas residências para que, em casos leves, não necessitem sair de casa. Para casos moderados e severos, mesmo em tempos de pandemia, é recomendável que o paciente procure atendimento médico", acrescenta. A fata de ar é o principal sintoma, e o mais grave, nas crises de asma.

Segundo a doutora, a COVID-19 também pode apresentar a falta de ar, o que exige, portanto, para realizar o diagnóstico diferencial em asmáticos, a observação de outros sinais como dores pelo corpo, cefaleia e febre, incomuns em crises asmáticas. Por ser uma doença crônica, a asma pode deixar o paciente mais vulnerável infecções secundárias a uma crise. Essas infecções podem ser causadas por bactérias (pneumonia bacteriana) ou por vírus, inclusive o novo coronavírus. 

Myrna ressalta que a imunização contra outras doenças respiratórias é importante neste período, sobretudo com a proximidade do inverno. "Os portadores da asma também devem se vacinar o quanto antes contra o pneumococo e o influenza (gripe). Dessa forma, o paciente se prepara para o inverno, período mais crítico para a asma, além de reduz a chance de infecções e a necessidade de procurar os serviços de saúde, reduzindo assim o risco de contagio pelo novo coronavírus", explica. 

Além de continuar com os tratamentos receitados pelo médico, o paciente asmático deve seguir todas as medidas de proteção como usar máscaras, lavar as mãos e, principalmente, ficar em casa se for possível. As medidas ambientais de combate as crises, reduzir poeira e ácaros, pelos de animais e outros alérgenos (alimentares e inalantes) também contribuem para a redução de crises. 

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