Ex-Chapecoense Celso Rodrigues é o personagem do acesso do Concórdia

Galo do Oeste não perdeu mais após a chegada do treinador

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O principal personagem da ascensão do Concórdia Atlético Clube à Série A do futebol catarinense tem nome, sobrenome e apelido: Celso Rodrigues, o Celsão. Ele foi contratado para o lugar de Nasareno Silva, demitido, e assumiu o Galo na quinta posição.

O representante do Oeste no campeonato arrancou a partir da mudança no comando técnico. Com seis vitórias, um empate e nenhuma derrota, a equipe concordiense terminou a fase classificatória na liderança, garantiu vaga à final do certame e conquistou o acesso ao Catarinão de 2020.

O Galo está em vantagem na disputa pelo título. Empatou com o Almirante Barroso por 1 a 1, na última quarta-feira, em Itajaí, e agora depende apenas do empate para faturar o troféu de campeão. O jogo da volta será neste domingo (25), às 15h, no estádio Domingos Machado de Lima, em Concórdia.

Esta é a segunda passagem de Celso Rodrigues pelo CAC. A primeira foi na Segundona de 2016, competição que marcou o início da carreira solo de Celsão. Depois, comandou o Operário (MS) em 2017 e 2018 – ganhou o Sul-mato-grossense nesse ano –, Juventus de Jaraguá (2018) e São Gabriel (RS), no primeiro semestre desta temporada.

Antes, ele trabalhara por 10 temporadas na Chapecoense como auxiliar e técnico do sub-20. Como interino, evitou o rebaixamento do Verdão na Série A nacional em 2014. Também defendeu a Chape como jogador na conquista do Torneio Seletivo do Catarinense em 2002.

 

O que te motivou a assumir o time do Concórdia durante o campeonato?

Aceitei o desafio por que eu conheço as pessoas da diretoria do Concórdia. São pessoas de boa índole, de caráter, honestas, com quem fiz amizade em 20116. Não poderia recusar convite. O que me motivou a vir foi o desafio proposto pelos amigos. Aceitei, sabendo de todas as dificuldades que iria encontrar. Não tive tempo para trabalhar em relação à primeira partida, mas reuni o grupo e ponderei duas coisas. A primeira é que tínhamos a obrigação de deixar o clube onde nós encontramos, ou seja, manter-se na Série B. A segunda, que nós deveríamos lutar, correr muito dentro de campo, honrar a camisa e chegar à última rodada com chances de acesso.

Como você encontrou o elenco em sua chegada?

Encontrei um grupo cabisbaixo e percebi que precisaria resgatar a auto-estima dos jogadores. Foi feito esse trabalho para que o time voltasse ao caminho das vitórias. Trouxemos uma nova maneira de trabalhar, uma nova parte tática, sempre primando por um vestiário com harmonia. Os atletas compraram a minha ideia e a gente se fechou. Viramos a chave e retomamos os resultados positivos. Fizemos de cada jogo uma decisão.

Qual é a importância do título da Série B catarinense para sua carreira?

Vamos lutar muito dentro de campo para conquistar. Esse troféu terá um peso enorme na nossa carreira. Venci o campeonato sul-mato-grossense com o Operário (em 2018), que foi muito importante e o meu primeiro como técnico. Estive no Concórdia em 2016 e batemos na trave na busca pelo acesso. Agora, se vier o título, vai ser diferente, bacana, porque será no Estado em que eu iniciei o meu trabalho como treinador, mais precisamente no Concórdia, na região onde eu moro (ele tem residência fixa em Chapecó), tenho minha família e muitos amigos. Trazer esse título para o Oeste vai ser um marco para mim. Virá também para coroar um trabalho maravilhoso.

A sua ideia é permanecer no Galo para a temporada de 2019?

Tenho interesse, sim, em permanecer e poder trabalhar pela primeira vez na primeira divisão do futebol de Santa Catarina como técnico, mas a gente não parou para conversar ainda. Queremos primeiro terminar com chave de ouro o campeonato. A partir daí, vamos começar a tratar do futuro. Deixo a cargo da TAC 11 Sports (agência que cuida da carreira do treinador).

Você foi jogador, auxiliar técnico e treinador interino da Chapecoense. Guarda o sentimento de que poderia ser mais bem aproveitado no Verdão?

Eu sou torcedor da Chapecoense. Torcedor nato. Sempre vou torcer pela Chape. Sou eternamente grato ao clube, que me proporcionou uma vida profissional. Sou cria da Chapecoense. É um assunto delicado, muitas coisas a serem abordadas, mas realmente sou torcedor e muito grato a tudo a que ela me deu. Tive experiências maravilhosas no clube. A Chape passa por um momento delicado, mas tenho certeza que logo vai se recuperar, porque merece. Tem também uma torcida apaixonada, que vai ajudar bastante. Quero aproveitar para mandar um forte abraço a todos os torcedores da Chapecoense. Muitos acompanham a minha carreira e me enviam mensagens de carinho e incentivo.

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