Falta de chuva causa prejuízos a produtores de verduras em Chapecó

Temperaturas elevadas secam as verduras e produtores arcam com prejuízos de até 50%

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O tempo seco na região Oeste de Santa Catarina fez cair a produção e a qualidade de legumes e verduras e já causa prejuízo para os produtores rurais. Segundo o meteorologista Piter Scheuer nos últimos 15 dias – até a última sexta-feira (10), o volume total acumulado na estação meteorológica de Chapecó foi de apenas 1.6 milímetros.

Piter explica que no mesmo período do ano passado houve o oposto. “O verão de 2019 e o verão de 2020 tem uma diferença bastante gritante. Em janeiro de 2019 foi um mês de chuvas representativas, com valores pontuais que passaram dos 150 milímetros em vários pontos da região Oeste, contribuindo para as culturas de verão. Neste ano está ocorrendo o oposto”, afirma o meteorologista.  

Com isso, os prejuízos vão desde à baixa qualidade nos produtos até ao preço elevado e à falta. O preço das verduras, como alface, rúcula, agrião e brócolis já aumentaram cerca de 30% aos consumidores neste verão. A previsão do tempo aponta que os meses de janeiro, fevereiro e março serão marcados por temperaturas elevadas e predomínio do tempo seco. 

“Se esta falta de chuva se prolongar teremos prejuízos. Primeiramente, teremos uma redução da qualidade e da quantidade. As verduras vão começar a ficar mais feias, com sabor e consistência totalmente abaixo da média. No rendimento ela cresce menos ou ela pode antecipar o ciclo”, aponta Piter.

Em alguns casos, pode haver perda total. “Nos casos mais graves, para quem tem, por exemplo, tomate, pepino, beterraba ou cenoura, o agricultor pode perder toda a cultura se não tiver um sistema de irrigação. Se ele tem uma cultura não hidratada, com vestígios de pragas de verão, ele perde na quantidade”, completa o meteorologista.  

Produtor sente no bolso

O produtor de verduras Genomar Tomasi, de Chapecó, produz verduras há 30 anos e relata que de todos os verões, este tem sido o mais cruel. Em comparação ao ano passado, o prejuízo aumentou 30%. “Esse tipo de problema é comum neste período, mas neste ano tivemos uma perda muito maior em comparação ao ano passado”, lamenta. 

De acordo com o produtor, o prejuízo é de 50%. As culturas que mais apresentam perda são a rúcula, a alface, agrião e tempero verde. Para minimizar as perdas, Tomasi tem optado usar o sistema de hidroponia. A hidroponia, também conhecida como plantio sem solo, utiliza a água associada a elementos nutritivos para cultivar os vegetais.

O processo de hidroponia também apresenta vantagens como o crescimento mais rápido e a maior produtividade. Um hectare de hidroponia pode produzir o equivalente a até 30 hectares de cultivo no campo. Além disso, a hidroponia aumenta a proteção contra doenças, pragas e insetos e, ainda, possibilita plantio fora de época e rápido retorno econômico.

Graças à hidroponia, as perdas são reduzidas em até 70% nos pontos onde o sistema está implantado. Porém, o preço da conta de água subiu em torno de 50% neste mês. “A minha alternativa tem sido apostar na hidroponia. Só que mesmo assim tem perda, porque o sol é muito quente e, consequentemente, aquece a água da hidroponia. A temperatura ideal da água é de até 25 graus para se ter uma verdura bonita. Então estamos à espera de chuva”, finaliza. 


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