Família de Concórdia monta assessoria para cidadania italiana

Empresa surgiu para ajudar pessoas a reconhecerem sua ascendência italiana

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É muito comum ouvir histórias de que nossos antepassados atravessaram o oceano para chegar ao Brasil e construir uma vida nova. Na região Oeste ainda é possível encontrar pessoas que falem outros idiomas ou tenham hábitos dos seus países de origem. Uma das culturas mais presentes na região é a italiana. 

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As irmãs Gláucia e Andréia Grigolo, de Concórdia, cresceram ouvindo seus avós falando o dialeto italiano e transmitindo para elas os costumes e hábitos do país. Glaucia conta que seus avós chegaram no Brasil acreditando que haviam chegado no paraíso, mas nem tudo foi bom. “Eles se instalaram nas colônias no Rio Grande do Sul e depois foram pra Santa Catarina, sempre trabalhando muito para sustentar a família”, relata.

Em busca de um sonho

Para a maior parte da família, a Europa tornou-se um sonho cada vez mais distante. Exceto para as duas, que hoje moram na Itália. “Nós fizemos o caminho inverso dos nossos antepassados. Voltamos para a terra natal, em busca de novas oportunidades de trabalho e de qualidade de vida”, diz Gláucia. 

Desde o início de 2019, elas moram em Montebelluna, na Provincia de Treviso. Gláucia mora com o marido, Leandro Magalhães, e Andréia com a sua família. Todos nasceram no Brasil e realizaram o sonho de reconhecer a cidadania italiana em 2018. 

Até então, Gláucia e Leandro moravam em Florianópolis e trabalhavam como produtores culturas. Já Andréia vivia em Concórdia e era farmacêutica. Após muito estudo, a família começou a se dedicar ao universo da cidadania italiana. 

Atualmente, a família possui um escritório em Concórdia e outro na Itália. Juntos, Gláucia, Leandro e Andréia se dividem nas diversas funções que o negócio exige. “Estudamos muito, nos capacitamos, fizemos um curso de busca de documentos e resolvemos mudar de vida. Há pouco mais de um ano estamos efetivamente trabalhando com a busca de documentos no Brasil e na Itália”, explica Gláucia. 

Como funciona o processo?

No Brasil, quem nasce em terras brasileiras é reconhecido como cidadão do país. Já na Itália, a cidadania está vinculada ao sangue, ou Iuri Sanguinis, como se diz lá. “Na Itália, não importa em que lugar do mundo você nasceu, importa o sangue que você carrega. E não há limite de gerações para a transmissão da cidadania”, afirma Gláucia. 

Portanto, segundo a consultora, se o seu pai, avô, bisavô ou tetravô nasceu na Itália e foi para o Brasil, você já é italiano e provavelmente tem o direito de reconhecer a cidadania italiana. Porém, para isso existem algumas regras e exceções.

Quem tem esse direito?

Todos os que conseguirem, por meio de documentos, comprovar sua ascendência italiana pode reconhecer a cidadania italiana. Para isso, é necessário apresentar documentos como certidão de nascimento, casamento e óbito de todos da linha de transmissão até o último dos requerentes.  

Quando a linha de transmissão é a paterna não há impedimentos, desde que o italiano não tenha se naturalizado brasileiro. No entanto, quando há uma mulher na linha de transmissão, é necessário observar que até 1948 as mulheres italianas não tinham o direito de transmitir a cidadania aos seus filhos. 

Deste modo, os filhos e filhas de uma mulher italiana nascidos após 1948 tem o direito por via administrativa, ou seja, o processo tramita normalmente. Para os nascidos antes de 1948 é necessário o procedimento via judicial.

Como a assessoria pode ajudar?

A empresa de assessoria da família de Gláucia se chama Pronto Documentos Italianos. Os clientes são de várias regiões do Brasil, principalmente de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Para dar início ao processo, a Pronto Documentos Italianos recomenda que o cliente faça uma árvore genealógica de sua família e anote todas as informações possíveis. O objetivo é descobrir quem é o italiano da família que foi para o Brasil e, assim, providenciar os documentos necessários.  

“É nesse momento que entra o trabalho da Pronto Documentos Italianos, pois o documento mais importante é aquele que comprova o direito à transmissão da cidadania, ou seja, a certidão de nascimento do italiano”, pontua a consultora. 

Com isso, é possível certificar se há divergência na grafia de nomes e sobrenomes. Segundo a consultora, é comum encontramos diferenças nas grafias ou “abrasileiramento” dos nomes nos registros de desembarque. Essas diferenças precisam ser corrigidas nos documentos brasileiros para não suscitar dúvidas sobre a identidade da pessoa que requer o reconhecimento da cidadania italiana.

Muitas pessoas não sabem exatamente onde seu antepassado nasceu. Às vezes tem alguma informação genérica, encontrada em algum documento, por exemplo “natural de Veneza, Itália”. “Mas o que as pessoas não sabem é que Veneza é uma cidade, mas também o nome de uma Província, com 43 municípios. Então nós fazemos a pesquisa para tentar individualizar o município”, afirma. 

Quanto tempo demora e qual o custo? 

Os interessados podem dar entrada no processo de reconhecimento da cidadania italiana por meio de um consulado no Brasil que represente a sua região de residência, ou diretamente na Itália. Via Consulado a prática pode levar até 10 anos, pois é necessário fazer uma inscrição e aguardar a convocação. 

O custo das taxas consulares é de 300 euros. Não estão incluídos os custos com a preparação dos documentos. Todas as certidões precisam ser apostiladas e traduzidas para o italiano. O tempo médio de duração do processo é de 120 dias e é necessário fixar residência e permanecer até a sua finalização.

Quais são os benefícios?

Ter a dupla cidadania pode trazer muitos benefícios. Entre eles está o direito de transitar pelos países da União Europeia e EUA sem visto. Além disso, pessoas com dupla cidadania podem conseguir preços diferenciados para os estudos e maiores oportunidades de emprego em empresas multinacionais que valorizam candidatos com dupla nacionalidade. Outro fator positivo é que a cidadania poderá ser transmitida aos filhos e netos, pois não há limite de gerações. 

Para Glaucia, o sistema de ensino, saúde e a culinária italiana também são pontos positivos da dupla cidadania.  “O sistema de saúde italiano é um dos melhores da Europa e é praticamente gratuito. As escolas de ensino fundamental e médio são de excelente qualidade e também gratuitas. Morar na Itália é ter a oportunidade diária de provar as melhores comidas do mundo”, finaliza. 

Contato 

Instagram: @prontodocumentos
Facebook: facebook/prontodocumentos
Celular: (49) 98838-6861
Site: www.prontodocumentos.com 
E-mail: contato@prontodocumentos.com


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