Governadores pedem mais coordenação do governo Federal no combate à covid-19

Como representantes dos consórcios regionais, chefes dos Executivos estaduais também contestaram a troca de ministros na pasta da Saúde

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A comissão mista que acompanha as ações do governo Federal no combate à covid-19 recebeu governadores em audiência remota para ouvir sobre os impactos das medidas de combate ao novo coronavírus e as dificuldades que estados e municípios têm enfrentado. Os governadores foram recebidos na condição de representantes dos consórcios regionais, que foram criados há cinco anos, quando as unidades da Federação passavam por situação de calamidade fiscal.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), reconheceu importância do recurso financeiro destinado ao estado capixaba no mês de junho (R$ 936 milhões), porém, pediu mais coordenação do governo nas ações contra a covid-19. “O repasse de recursos é uma boa ação do governo federal, na área de saúde. Na área geral da ação do enfrentamento à pandemia, nós governadores, sentimos muito ausência e coordenação nacional do governo”, afirmou.

Conforme ele, isso “poderia estar em uma coordenação mais ampla, geral, de orientação e de palavras na mesma direção de governadores e diversos prefeitos”, ressaltou Casagrande, que integra o consórcio das regiões Sul e Sudeste.  O governador do Mato Grosso e presidente do consórcio da região central do Brasil, Mauro Mendes (DEM), também seguiu a mesma linha de pensamento de Casagrande.  Mendes também criticou a troca de ministros na pasta da Saúde.

“O governo federal faz esforço, mas dinheiro não é tudo. Precisamos de uma articulação mais presente e mais próxima, uma liderança para o país. A interinidade do atual ministro da Saúde, por exemplo, gera instabilidade”, avaliou ele. O senador Espiridião Amin (PP-SC) defendeu que governadores e prefeitos devem trabalhar para obtenção de um diálogo construtivo, já que, na sua avaliação, o problema de integração não é relacionado só ao governo federal e os estados.

“Já imaginaram se cada prefeitura tivesse que comprar a vacina contra o H1N1? Quero sugerir que os governadores se reúnam para o diálogo com os prefeitos. Há muitos antagonismos: entre prefeitos, entre prefeitos e as unidades federadas e a própria União”, disse. O presidente da comissão mista, senador Confúcio Moura (MDB-RO), disse que a próxima reunião será hoje (30), às 10h. Senadores e deputados pretendem, dessa vez, ouvir as demandas dos prefeitos.

Fonte: Brasil 61

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