Grupo investigado por contrabando de camarões e vinhos é alvo de operação da Polícia Federal

Nove mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas foram autorizadas pela Justiça Federal de Chapecó e cumpridos em Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul e Barracão (PR)

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Um grupo investigado por atuar no contrabando e descaminho de produtos estrangeiros na fronteira brasileira com a Argentina foi o alvo de operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (14). A ação conta com o apoio da Força Nacional e também da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo a PF, são nove mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva expedidos pelo Juízo Federal de  Chapecó, além da medida de sequestro de automóveis, contra integrantes de um grupo criminoso que atua na fronteira praticando o contrabando de camarão e o descaminho de vinhos argentinos, dentre outros produtos. Um dos locais de busca é uma oficina mecânica que é utilizada pelo grupo para a manutenção dos veículos utilizados na prática criminosa.

Na segunda ação estão sendo cumpridos 4  mandados de busca e apreensão e 1 de sequestro de automóvel expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Federal em Foz do Iguaçu/PR, na continuidade de investigação iniciada em 31/01/2020, quando policiais militares de Barracão/PR e Dionísio Cerqueira/SC localizaram um depósito de camarão congelado e vinhos argentinos na área urbana de Barracão, onde foram encontrados  fortes indícios de que três dos envolvidos naquele evento,  que haviam fugido, fazem parte do grupo criminoso investigado.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em endereços localizados nos municípios de Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul e Barracão.

A investigação da Polícia Federal apontou que o grupo utilizava veículos locados com fraude e não restituídos, tendo também sido constatada a utilização de carros furtados/roubados ou que possuíam restrições decretadas judicialmente. “Em muitos desses veículos foi constatada a utilização de placas falsas e a instalação de rádios transceptores, utilizados tanto para acompanhar as comunicações das forças policiais como para comunicação entre os integrantes do grupo durante as empreitadas criminosas, nas quais costumavam ser utilizados “batedores””, explica a nota enviada pela PF.

Ainda durante a investigação foram atendidas várias ocorrências pelas polícias, com apoio da Receita Federal, que resultaram na apreensão de 19 veículos, 850 caixas de vinho e grandes quantidades de camarão, desodorantes, cigarros e papel seda.

Os integrantes da organização criminosa são investigados pelos crimes dos arts. 334 (descaminho), 334-A (contrabando), 180 (receptação), 304 (uso de documento falso) e 288 (associação criminosa) do Código Penal, bem como do art. 70 da Lei nº 4.117/62 (crime de telecomunicações).


Com informações da Polícia Federal 

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