Lajeado São José está com apenas 25% da capacidade em Chapecó

Desde 2009 volume do manancial não era tão crítico. Casan ainda consegue manter abastecimento normal, mas não descarta redução do volume caso não volte a chover

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Apenas 25% da sua capacidade. Essa era a realidade do Lajeado São José nesta quarta-feira (25). O lajeado é a principal fonte de captação de água de Chapecó e vive em um cenário crítico com a estiagem, agravado pelo aumento no consumo médio de água na cidade.


Segundo o superintendente regional da Casan, Daniel Scharf, desde 2009 o lajeado não chegava a um nível tão baixo. “Ao longo dos anos temos preocupações com períodos de seca, mas há 11 anos não temos uma situação tão drástica com redução significativa do nível. Por isso pedimos o uso consciente da água”, diz.


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Scharf reforçou que a última chuva significativa foi registrada em fevereiro no período do carnaval, desde então as precipitações ficaram mais escassa. Ele lembrou também que o decreto de emergência assinado pelo Prefeito Luciano Buligon, em fevereiro, tem ainda está valendo. “Tem validade por 90 dias”, disse.

 

Fornecimento de água


Sobre o fornecimento de água na cidade, Scharf comentou que na última semana houve um problema em uma bomba e que prejudicou o fornecimento de água na região central e leste da cidade.


Mas que até esta quarta (25), o abastecimento estava sendo feito normalmente pela companhia, apesar disso, ele enfatiza que não está descartada a redução no volume de captação de água nos próximos dias, caso não haja uma precipitação significativa e que aumente um pouco o nível do lajeado.


“Enquanto as bombas conseguirem retirar a água, mesmo com o nível baixo, o atendimento será normal”, disse. Atualmente, o a captação é feita com cerca de 510 a 520 litros por segundo, mas pode ser reduzida caso a estiagem persista.


Além do Lajeado São José, a Casan também faz a captação no Lajeado Rio Tigre, em Guatambu, que é responsável por 30% do abastecimento de Chapecó.

 

Economia


Scharf reforça a importância do uso racional de água, justamente para garantir a normalidade do abastecimento na cidade. Ele comentou também que desde o início da quarentena, houve um aumento na média de consumo da cidade, mas que nos últimos dias se percebeu uma leve redução no consumo.

 

Expectativa de chuva


Há uma previsão de chuva para o sábado, mas não se sabe ainda onde ela deve cair e se o volume será suficiente para amenizar a situação do lajeado.


Na coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (25), o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, reforçou o apelo pelo uso racional da água. “É sério o assunto e não temos perspectiva otimista para repor nossos mananciais”, disse.

 

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