Lateral Eduardo desabafa após vitória da Chape e critica ex-presidente Maninho De Nes

Jogador disse que ex-mandatário precisa colocar a cara para bater

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O lateral direito Eduardo desabafou após a vitória da Chapecoense por 3 a 0 sobre o CSA, na noite desta quarta-feira (4), na Arena Condá, pela penúltima rodada da Série A do futebol brasileiro. O jogador de 33 anos criticou a postura de dirigentes e citou o nome do ex-presidente Plínio David De Nes Filho, o Maninho.

“Nós, atletas, vamos terminar da melhor maneira sendo sempre profissional, como temos sido. Apesar dos oito meses de (direitos de) imagem e dois de carteira, nenhum dos jogadores levantou qualquer tese de não jogar. Sei que nunca mais vou jogar na Chapecoense depois disso que estou falando, mas os responsáveis tinham que colocar a cara para bater, principalmente o seu Plínio”, afirmou o atleta.

“Não sei qual foi o problema de saúde que ele (Maninho) teve, mas não deveria abandonar, porque a Chapecoense não merece isso. Mesmo de longe, ele tinha que estar mais próximo, e tantos outros que saíram, também abandonaram o barco, deixaram tudo na mão dos remanescentes. A gente fica triste com isso, essa não é a memória daqueles que se foram”, acrescentou, referindo-se aos dirigentes que perderam a vida na tragédia aérea de 2016 na Colômbia.

“Essas pessoas que dirigiam a Chapecoense antigamente eu conheci. Tive o privilégio de conhecer e vi que eram pessoas sérias e competentes, que nunca abriam mão de deixar tudo certo e sempre a instituição chapecoense à frente de tudo, à frente de qualquer tipo de vaidade ou ego. Acho que tem de voltar isso aí. A Chapecoense é muito maior que qualquer um de nós jogadores, qualquer diretor ou presidente que vai entrar”, finalizou.

Maninho De Nes se licenciou da presidência no dia 20 de agosto até 31 de outubro, alegando questões médicas, mas continuou na ativa como representante institucional do Verdão na CBF e na busca por investidores. Um dia após o término da licença, em 1º de novembro, ele renunciou ao cargo sob a justificativa de que “com o passar do tempo as nossas ideias entraram em confronto com alguns membros da atual diretoria”, conforme escreveu em sua carta de renúncia.

Também renunciaram os vices de futebol (Cleimar Spessatto), Jurídico (Cesair Bartolamei) e Marketing e Patrimônio (Luiz Antônio Danielli). O único da diretoria executiva que permanece na Chape é Paulo Ricardo Magro, que era o vice de Administração e Finanças e assumiu o posto de presidente após a saída de Maninho De Nes.

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