Lideranças empresariais se reúnem com Buligon e enviam propostas ao governador

Documento defende volta gradativa das atividades econômicas, compatibilizando com o controle de riscos

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Dirigentes das 16 entidades e sindicatos empresariais que fazem parte do Centro Empresarial de Chapecó (CEC) se reuniram segunda-feira (30) com o prefeito Luciano Buligon (PSL). O encontro teve como finalidade ouvir indicativos quanto à situação decorrente da expansão do coronavírus e adotar posições relativas à retomada paulatina de atividades econômicas. A partir disso, foi elaborado documento que oficializa proposições para o governador Carlos Moisés (PLS), encaminhado através do prefeito de Chapecó.

O CEC apresenta cinco itens de proposições, especificando que elas consideram o bem-estar coletivo, assinala seu presidente, Cidnei Barozzi. “Estas proposições não têm, absolutamente, a intenção de que seja priorizada a atividade econômica em detrimento da saúde coletiva, mas de compatibilizar esses dois fatores, dentro de regramento cuidadoso com o grau de risco e, se conveniente, medidas mais rígidas de controle e punição a quem descumprir restrições voltadas à preservação da saúde coletiva”, afirmou o documento.

A primeira proposição defende a retomada gradativa das atividades econômicas, a partir desta quarta-feira, 1º de abril, mediante o devido controle, conforme estava previsto no Plano Estratégico para a Retomada das Atividades Econômicas em Santa Catarina, divulgado na última sexta-feira (27). Exemplifica com segmentos do comércio em geral, bares, restaurantes, hotéis, construção civil, escritórios de prestação de serviços em geral, centros de distribuição e depósitos, “com a limitação de entrada de pessoas em 50% da capacidade de público, ou mesmo, que possam fazer o atendimento parcial, com portas fechadas e sistema de entrega”. 

Horário diferenciado

Outra indicação é para que, se necessário, seja determinado horário diferenciado de abertura e fechamento do comércio, em função do movimento gerado em outras atividades econômicas. O terceiro item propõe que para o enfrentamento das necessidades específicas na flexibilização do retorno em toda a cadeia produtiva, os ônibus do transporte coletivo urbano possam circular com 50% da ocupação de sua capacidade total.

A medida teria esquema de horários reduzidos, voltando paulatinamente à normalização, conforme isso for ocorrendo com todas as atividades. Também é sugerido que, de imediato, voltem ao funcionamento, no sistema de entregas, as distribuidoras de peças automotivas e empresas que atuam com seção de peças, em vista da falta de insumos que já ocorre.

No quarto item, o Conselho Empresarial pede que o governo do Estado “especifique medidas que serão adotadas para minimizar as dificuldades geradas às empresas pela atual crise, em termos de compromissos com o pagamento de tributos”. O quinto ponto solicita que as entidades de classe do setor produtivo sejam melhor ouvidas para a retomada das atividades, em vista do efeito colateral que qualquer medida possa gerar.

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