Lixo e algazarra: o drama dos moradores do Loteamento Jardim Paraíso

Moradores relatam abandono de lixo no local, próximo ao Lajeado São José. Nos fins de semana, o problema é com reunião de grupos para festas, bebedeira e algazarra

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Bia Piva

bia@diariodoiguacu.com.br

Chapecó

 

Cada novo loteamento que surge em Chapecó enfrenta o mesmo problema: é ponto onde muitas pessoas largam seu lixo. E quando o problema não é o lixo, é a perturbação provocada pelo som alto e algazarra de grupos que procuram esses locais para fazer festa. Além de atrapalhar o descanso dos moradores, ainda deixam seu rastro de lixo e garrafas quebradas.


Esse é o cenário no qual vivem os moradores do Loteamento Jardim Paraíso, localizado próximo à Avenida Leopoldo Sander, em Chapecó. Local novo, ainda tem poucos moradores, mas quem vive lá têm se obrigado a conviver com esses dois problemas.


O vendedor Cristian Paulo Costa é morador e acompanhou a reportagem do Diário do Iguaçu pelo local e mostrou vários pontos onde pessoas, e até mesmo carros de empresas, abandonam lixo. Vai desde orgânico, roupas, colchões, fraldas, tapetes de carro. Até um vaso sanitário foi avistado pela reportagem no local, que fica próximo ao Lajeado São José.

 



Problemas com despejo de lixo são frequentes, conta o morador Cristian Paulo Costa (foto). Foto: Bia Piva/Diário do Iguaçu


Flagrante de abandono de lixo

 

“Desde antes de eu me mudar para cá já havia esse problema. Jogam entulhos, lixo doméstico, de empresas, muita gente vem e descarta aqui”, diz. A comunidade já fez vários flagrantes desse descarte, inclusive de carros de empresas. “Teve um nessa semana, de gente descartando aqui. Já fizemos denúncia para a Prefeitura e Polícia Ambiental”, contou.


O flagrante foi registrado na quarta-feira (12), e a denúncia enviada para a Ouvidoria da Prefeitura e também para a polícia. Cristian contou ao Diário do Iguaçu que no dia seguinte, recebeu retorno informando que a empresa foi notificada a limpar o local, o que aconteceu na quinta-feira (13).


Segundo o capitão e comandante da 3ª Companhia de Polícia Militar, Neivo Risson, a denúncia feita pela comunidade também foi enviada para a Polícia Ambiental que vai apurar o crime.

 

Comunidade ajuda com denúncias

 

O secretário de Infraestrutura Urbana, Ivaldo Pizzinatto, conta que ainda existe problema, mas que a situação melhorou nos últimos anos, principalmente em função da ajuda dos moradores, com denúncias e imagens.


“A comunidade tem nos ajudado, denunciando, tirando fotos dos carros, da placa e encaminhando para a secretaria (de infraestrutura) ou para ouvidoria da prefeitura, que vai localizar o proprietário do carro responsável pelo descarte”, disse Gringo.


Os responsáveis são notificados e é dado um prazo (de 24 a 48 horas) para que seja recolhido e dado o destino adequado ao lixo. “Tem que apresentar para a Prefeitura um laudo da empresa que recebeu o lixo para que não seja aplicada a multa”, detalha o secretário.


Gringo conta ainda que esse é um mau hábito de muitas pessoas, que mesmo onde estão colocadas lixeiras, preferem deixar esse material no chão. “No prolongamento da Avenida foram colocadas lixeiras em cada esquina. Mas assim mesmo o pessoal colocava lixo no chão. Fomos lá e colocamos mais uma lixeira no meio de cada quadra, para pessoa não ficar a mais de 30 metros de uma lixeira. Infelizmente ainda tem gente que prefere jogar no chão”, lamenta. Além da sujeira, os restos de garrafas quebradas e vidros podem machucar os trabalhadores que fazem limpeza ou corte de grama.  


Além dos loteamentos, o problema com o descarte irregular do lixo também é registrado nas estradas do interior ou em bairros que ainda tem poucos moradores e fins de rua. No caso do Jardim Paraíso, tem o problema da proximidade com o Lajeado São José, de onde a Casan tira água para abastecer a cidade. “Esse lixo que ele joga lá, vai parar na água que se toma em casa”, salientou.



Lixo deixado pelos 'festeiros' no Loteamento Jardim Paraíso. Foto: Bia Piva/Diário do Iguaçu

 

Festas e perturbação

 

Outro problema enfrentado no local é a perturbação, principalmente nas sextas, sábados e aos domingos. Basta andar pelo bairro que logo aparecem as marcas deixadas pelos festeiros. Sujeira, garrafas, copos, pacotes de comida espalhados pelas ruas são encontrados em várias partes. “Teve uma noite que eu contei 70 carros fazendo som alto por aqui”, contou o morador.


Além da sujeira, vários acidentes já foram registrados no local. Logo na entrada do loteamento, as marcas de freada mostram a onde ocorreu um destes acidentes, que quebrou um poste. E esse não foi o único naquele ponto, comenta Cristian.


Em outra área do bairro, um dos carros que se envolveu em um acidente ainda está no local, há quatro meses. O VW Gol saiu da pista e caiu em uma área de banhado, de onde não saiu mais.


O morador explica que o local participa do programa da PM Rede de Vizinhos, e frequentemente guarnições atendem os pedidos dos moradores. “A PM manda eles saírem, mas quando os policiais vão embora os grupos voltam e continuam”, conta.


O comandante da 3ª Companhia de Polícia Militar de Chapecó, capitão Neivo Risson, destaca que a PM tem feito ações preventivas e de fiscalização e uma série de Termos Circunstanciados foram feitos contra os participantes deste tipo de ocorrência. Porém, a PM não consegue manter guarnições fixas para coibir essa prática. Mas que quando há denúncias, a polícia procura atender e pode, inclusive, apreender o carro responsável pela perturbação.

 

 


Acidentes já foram registrados no local, onde motoristas fazem rachas. Foto: Bia Piva/Diário do Iguaçu


 


Em um dos pontos do bairro, um carro saiu da rua e caiu em um banhado, de onde não saiu mais. Foto: Bia Piva/Diário do Iguaçu

 

 

 


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