Mascotes dos times e autógrafos de jogadores viram arte em tela

Professor de Chapecó, Daimar Gusberti, transformou a paixão pelo futebol em 20 telas com desenhos dos times do Brasileirão 2018. Telas futuramente devem ser leiloadas

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Carolina Dias

Uma ideia que nasceu a partir de uma vontade da esposa do professor Daimar Gusberti, que estava grávida do primeiro filho do casal, e é apaixonada pelo time do Santos. 

Atendendo aos pedidos dela, quando a equipe esteve em Chapecó em 2017 para jogar contra Chapecoense, Daimar levou a esposa ao hotel. “Levei ela para conhecer a equipe. A gente passou a noite no hotel, conversou com todos, fez fotos com todos os jogadores do Santos, por ser um sonho dela”, conta. 

Primeira tela

Na oportunidade, Daimar fez uma tela para a equipe do Santos, a primeira com os autógrafos, e que está guardada em casa. Ela foi também a motivadora para que o trabalho fosse feito com os outros times. 

“Pensei: por que não fazer dos outros também? E no ano passado me dediquei ao Brasileirão 2018. Do primeiro ao último jogo, todos dos times. Fiz uma parceria com o hotel Mogano (onde os jogadores ficam hospedados), e antes de cada jogo o meu compromisso era dispor uma tela para que eles pudessem colocar os autógrafos para mim. Não cobrei nada, não exigi nada. Só tinha essa troca. Eu levava a mascote, e normalmente era assim: antes do último lanche ou do almoço deles, alguém da equipe ficava responsável e levava a tela para o espaço onde os jogadores estivessem, e eles tinham o compromisso de autografar a tela”, lembra o professor. 

Daimar é professor de Matemática do Colégio Marista São Francisco, em Chapecó desde 2012. Ele tem paixão pela pintura e pelo futebol. Aliando as duas coisas, pintou em 3D, 20 mascotes dos times que participaram do Brasileirão de 2018, Série A. O trabalho com as telas é um hobby, e como foi uma ideia bem aceita tanto pelos times, quanto pela escola, surgiu a ideia de fazer uma exposição. O evento ocorreu na noite de ontem, na biblioteca do colégio, e foi aberta a todos. Essa foi a primeira vez que ele apresentou as telas para o público. 

A exposição faz parte da comemoração dos 60 anos do colégio Marista e também a programação da 23º Jogos Champagnat (Olichamp), que começou ontem, e segue até a próxima sexta-feira (31). 

Os desenhos 

Os desenhos não foram criados por Daimar. São desenhos prontos. Ele conta que queria coletar os autógrafos, e como não tinha camisetas, criou algo que chamasse atenção das equipes.

“Sou apaixonado por futebol, gosto de mascotes e isso me levou a começar a pensar na possibilidade de montar. É algo difícil. São desenhos prontos, fiz os moldes, as ampliações, tudo que tem de pintura na tela, eu que fiz. Tudo manual. Os cortes foram feitos com tesoura ou estilete. É artesanal mesmo. Muitos deles ficaram perto da perfeição, porque trabalho muito com detalhes, que chamam bastante a atenção”, salienta o professor. 

Material das telas 

Os desenhos foram feitos em camadas, com borracha, cola de silicone, tinta autorelevo, basicamente. Dependendo da tela e do tempo dedicado, era uma semana de trabalho para cada tela. “Mexendo, fazendo, tem que criar um molde, tem que colar, colocadas em camadas para ficar a ideia do alto relevo e depois fecha com a tinta”, conta. 

Autógrafos 

Daimar conseguiu cerca um número mínimo de 15 autógrafos por tela. Há telas com quase 30 autógrafos. “São quase 500 entre jogadores, técnicos. Conforme iam vindo as equipes, eu montava tela por tela. Foi o ano de 2018 inteiro trabalhando com isso”.  

Telas serão leiloadas 

O professor conta que mesmo gostando muito da coleção, pretende leiloar as telas. “A ideia é que alguém arremate a coleção. Me dói bastante me desfazer por que foi o ano passado que eu fiz, ano que nasceu o meu filho, tem história. Tive várias propostas muito boas, mas não quero me desfazer de um”, afirma. 

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