Maurício Ramos sobre protestos dos torcedores da Chapecoense: Estão no direito deles

Zagueiro diz que torcida tem direito de protestas, mas também pediu apoio

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Os resultados paralelos ajudaram no último fim de semana, faltou a Chapecoense se ajudar. Com a derrota do Fluminense para o Atlético-MG por 2 a 1, em Belo Horizonte, o clube do Oeste catarinense teria saído da zona de rebaixamento da Série A do futebol brasileiro se tivesse vencido o Ceará no sábado (10), na Arena Castelão, em Fortaleza (CE), mas foi goleado por 4 a 1, pela 14ª rodada.

A Chape caiu uma posição na tabela com o empate do Cruzeiro por 2 a 2 com o Avaí, em Florianópolis, mas este duelo nada influenciaria em caso de vitória verde-branca na capital cearense. Continua com 10 pontos, mas agora em 18º lugar. A Raposa abre o Z4 com 11 pontos. O primeiro time fora da faixa do descenso é o Fluminense, com 12.

A goleada para o Ceará causou revolta. A Arena Condá amanheceu no domingo (11) com quatro faixas de protesto. Uma delas, inclusive, dizia “Fora, Maninho”, em referência ao presidente Plínio David De Nes Filho, o mais cobrado pela torcida. À noite, torcedores foram ao aeroporto de Chapecó para protestar no desembarque da delegação. Um dos gritos era de “time sem vergonha”.

O zagueiro Maurício Ramos disse que a torcida é livre para se manifestar e pediu o apoio na sequência do campeonato. “Eles estão na razão deles. A gente, infelizmente, não conseguiu o resultado que queríamos. É trabalhar, fechar a boca. Estamos nos empenhando, mas o resultado não está vindo. A partir do momento em que a gente tiver a primeira vitória, as coisas vão começar a acontecer. Precisamos do apoio deles para que possamos novamente ter força em casa”, comentou o defensor de 34 anos, à Rádio Chapecó.

Dificuldades financeiras

O revés no Ceará fechou uma semana que havia começado bem, com a boa atuação no empate por 3 a 3 diante do Grêmio, na Arena, em Porto Alegre (RS). Porém, os dias seguintes se tornaram turbulentos após a confirmação de atraso no pagamento dos salários, referentes a julho, aos atletas e funcionários.

A diretoria esperava a entrada de parte do dinheiro da venda do goleiro Jandrei ao Genoa, da Itália. Ele foi negociado por 2,4 milhões de euros em dezembro, com o Verdão tendo direito a 60% deste valor (cerca de R$ 6,4 milhões), montante ainda não quitado. Os funcionários tiveram os seus vencimentos pagos, mas os jogadores continuam sem receber o valor em carteira. Os direitos de imagem também estão atrasados.

Venda de mandos

Outra notícia que deixou muitos torcedores bravos, principalmente os sócios, é a possibilidade da venda dos mandos de campo contra Corinthians e Flamengo, pelo Brasileirão. Nos bastidores, comenta-se que a agremiação lucraria R$ 1 milhão por partida. A negociação ou não será decidida pelos conselheiros – são 200, mais 40 suplentes – por meio de votação, em assembleia na noite da próxima segunda-feira, no hotel Bertaso. Como a contrariedade por parte da torcida foi muito grande, o assunto pode ser retirado da pauta.

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