Mudanças para dar mais fluidez no trânsito em Chapecó

Secretária de Defesa do Cidadão e Mobilidade fala sobre os motivos para o fechamento do cruzamento na rua Condá e mudanças no fluxo na John Kennedy, que são algumas das modificações implantadas na cidade. Outras estão em fase de avaliação

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Uma série de mudanças foram e outras ainda são realizadas no trânsito chapecoense. O objetivo é dar mais fluidez para os veículos e dar mais segurança a todos os usuários da via. E duas das mudanças chamam a atenção: o fechamento do cruzamento na Rua Condá, esquina com Pará e a proibição de estacionamento em um dos lados da via; e a outra na John Kennedy em frente ao terminal Rodoviário de Chapecó, onde além da mudança semafórica, foi proibido o estacionamento nos dois lados via.


Sobre as mudanças nestes dois trechos, a Secretaria de Defesa do Cidadão e Mobilidade Urbana, Luciane Stobe, comenta o que motivou os ajustes. “Primeiramente a segurança viária. Na Condá colocamos o canteiro, assim impedimos as conversões à esquerda. Isso foi possível porque o trecho está entre duas rotatórias, então conseguimos manter o fluxo em um circuito curto”, comentou. A outra mudança é a proibição do estacionamento em um dos lados da pista (sentido Arena Condá), que também ajuda na fluidez da via. “O canteiro central deve ser concluído na próxima semana”, comentou.

 


Fluxo na John Kennedy

 

Uma mudança maior foi realizada na Rua John Kennedy em frente ao Terminal Rodoviário, onde o fluxo de veículos é intenso, também de ônibus que entram e saem de Chapecó.


“Ali não era tanto pela segurança viária, era mais pela fluidez do trânsito. No estudo do plano de mobilidade que foi feito, esse cruzamento foi categorizado como F – em uma escala que varia de A a F - sinalizando que era uma região com tráfego péssimo, escoamento forçado, baixa velocidade, sem fluxo”, comenta. Segundo ela, em alguns momentos o semáforo precisava abrir de 3 a 4 vezes para que um carro conseguisse passar.


Ali houve a mudança no tempo semafórico, que foi reduzido de quatro para três tempos. Também a conversão à esquerda foi proibida para quem trafega pela John Kennedy. “Quem está nessa pista só pode seguir reto ou dobrar à direita”, explica.

Já para quem transita pelas ruas Líbano e Sicília, a conversão continua autorizada. “Precisávamos permitir que os ônibus convertam à esquerda para acessar a rodoviária e também para que o fluxo que vem pela rodoviária acesse a John Kennedy”, explica.


E para viabilizar o aumento da fluidez do trânsito foi necessário proibir o estacionamento na quadra do Mercado Público e também na quadra em frente à rodoviária. “Com isso o fluxo melhorou, foi superpositivo especialmente do ponto de vista do transporte coletivo. Claro que há resistência da comunidade quando proibimos o estacionamento em frente de áreas comerciais, ainda ouvimos muita crítica. Mas para o coletivo as mudanças foram válidas”, reforça, lembrando que medidas como essa foram adotadas na São Pedro, Irineu Bornhausen e Condá. “Quando não podemos ampliar caixa viária, precisamos usar o que temos para ampliar a mobilidade”, salienta.


Além destes trechos, outro ponto que recebeu intervenção foi a Rua Condá, esquina com rua Guaporé, onde foi instalada uma rotatória. A medida foi adotada para reduzir a velocidade dos carros que transitam pelo local. A mesma medida foi adotada na rua São Pedro com Assis Brasil, para ajudar na fluidez do trânsito no local. No acesso das ruas São Pedro com João Martins também foi feita uma intervenção usando tachões.

 



Na John Kennedy, estacionamento foi proibido dos dois lados da via para ajudar no escoamento do trânsito. Foto: Camila Silveira/Diário do Iguaçu

 

Outras mudanças em fase de estudo

 

A secretária de Defesa do Cidadão e Mobilidade Urbana (Sedemob), Luciane Stobe, explica que além destes pontos, outras mudanças também estão em fase de estudo para implantação. Dois dos pontos considerados críticos, onde intervenções devem ser feitas, são na Getúlio Vargas, esquina com Aquiles Tomazelli, no centro de Chapecó, onde uma série de acidentes – inclusive com capotamentos – já ocorreram.


“Simulamos uma rotatória naquele ponto em 2019 e nos próximos dias devemos fazer novamente, com uma observação se funciona ou não. O objetivo é criar um redutor de velocidade para que os carros façam a travessia com mais segurança”, comenta.


O outro ponto é no entroncamento das ruas Dom Pedro 1º com a Avenida São Pedro. Para esse trecho, a equipe da engenharia de tráfego ainda estuda qual tipo de mudança poderá ser feita para não prejudicar o trânsito e dar mais segurança aos usuários.

 

O perigo das conversões à esquerda

 

Um dos problemas graves, responsável por inúmeros acidentes, é a famosíssima da conversão à esquerda. Stobe comenta que, apesar de causar transtornos, é preciso observar a situação do entorno da via, se o fluxo resultado deste fechamento não vai se acumular em outro cruzamento adiante.


“Apesar disso, a orientação é que os motoristas não usem o cruzamento, que observem se há algum semáforo ou rotatória que permita essa conversão. Eles são justamente os dispositivos para reduzir a velocidade e permitir uma manobra com segurança”, explicou.


Sobre os cruzamentos perigosos entre a Fernando Machado e Nereu Ramos, na região central da cidade, ela lembra que a implantação do sistema binário deve resolver. “Nesses pontos não devemos fazer experiências definitivas por conta do sistema binário. Essas duas avenidas terão o fechamento dos canteiros para a implantação desse sistema”, pontou.


Stobe finaliza destacando que toda mudança que é implantada passa pela análise do engenheiro de trânsito da Sedemob, que faz a contagem de veículos, com os cruzamentos do entorno para avaliar de qual lado haverá a distribuição do fluxo em caso de intervenções. 

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