Mulher que vendia documentos falsos tem condenação mantida no Oeste

Ela foi condenada a 25 anos, 10 meses e 12 dias de prisão

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Na tarde desta quarta-feira (11), Policiais Civis de São Miguel do Oeste cumpriram dois mandados de prisão expedidos pelo Poder Judiciário a uma mulher. Ela foi condenada a cumprir 25 anos, 10 meses e 12 dias de prisão por vender documentos falsos. Até então, ela cumpria pena domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. 

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1ª fase da Operação Falsário

A Divisão de Investigação Criminal (DIC) de São Miguel do Oeste, deflagrou no mês de março de 2017 a primeira fase da Operação Falsário. Na época, seis pessoas foram presas e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos. 

A investigação durou cerca de dois meses. A associação criminosa era responsável pela venda e distribuição de cheques, carteiras de motorista e documentos de veículos falsos em São Miguel do Oeste e região.
Uma mulher moradora de São Miguel do Oeste centralizava os pedidos e negociava com o falsificador, morador do Paraná. Os documentos eram remetidos para o endereço da mulher que vendia cada folha de cheque a R$ 100, cada Carteira Nacional de Habilitação a R$ 3 mil e os documentos de veículos (CRV) com valor aproximado de R$ 250.

Em setembro daquele ano o Juízo da Vara Criminal de São Miguel do Oeste condenou quatro pessoas cujas penas ultrapassaram 51 anos de prisão. 

2ª fase da Operação Falsário

Na sequência das investigações, o falsificador morador do Estado do Paraná foi identificado. Além disso, quatro pessoas foram presas em flagrante na posse de uma camionete adulterada que estava sendo entregue a mulher moradora de São Miguel do Oeste pelo valor de R$ 20 mil. 

Em novembro de 2017 o Juízo da Vara Criminal de São Miguel do Oeste condenou cinco pessoas pela prática dos crimes de organização criminosa, falsificação de documento, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, uso de documento falso e corrupção ativa. Isso porque um dos presos ofereceu dinheiro ao Delegado de Polícia para que fossem liberados do flagrante. As penas ultrapassaram 68 anos de prisão.


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