"Não vamos vender ilusão ao torcedor", diz Paulo Magro, presidente da Chapecoense

Dirigente evita falar em título do Catarinense e acesso na Série B

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A situação da Chapecoense está complicada. Não que isso seja uma novidade ao torcedor, mas na tarde desta quinta-feira (12) dirigentes expuseram as dificuldades financeiras do clube verde-branco em entrevista coletiva na sala de imprensa da Arena Condá.

A diretoria trabalha em duas frentes em relação ao grupo de jogadores: uma é para definir o futuro dos que têm contrato para 2020 e salário acima do novo orçamento, e a outra diz respeito a novas contratações. Enxugar a folha é um desafio, assim como melhorar a imagem da Chape no mercado da bola, arranhada pelos oito meses de direitos de imagem e dois de salário em carteira atrasados. O planejamento prevê a contratação de um zagueiro canhoto, um lateral direito, dois atacantes de lado e um centroavante.

O presidente Paulo Magro, o vice de futebol Mano Dal Piva e o gerente de futebol Michel Gazola deram um panorama do momento da agremiação. Pelo menos 12 atletas que continuam vinculados ao Verdão possuem vencimentos com padrão “Série A”, casos que a direção avalia. Destes, há quem fica se aceitar uma redução de valores. “Não existe outra maneira a não ser renegociar. Vamos pedir carência. Não temos a fórmula definida, pode levar dois anos, mas vamos pagar tudo”, garantiu Magro.

Barreiras também são enfrentadas para contratar novos nomes. “Pontualmente, vamos trazer jogadores. Conversamos com vários, perdemos alguns para concorrentes. Média da Série B está alta, acima dos R$ 40 mil. Nossa parte financeira é muito crítica. Os meninos da base podem ser solução, até financeira”, apontou Michel, indicando a utilização dos jovens. A ideia é ter um elenco de 25 atletas e uma folha salarial de cerca de R$ 800 mil, já contando a comissão técnica e os encargos.

Objetivos

Aos jornalistas, Magro, Mano e Michel revelaram objetivos nada audaciosos para a próxima temporada. A meta é terminar o Catarinense entre os quatro primeiros e se manter na Série B do futebol brasileiro. Na Copa do Brasil, avançar o máximo possível. “Precisamos reestruturar o clube, não vamos vender ilusão ao torcedor”, disse o presidente da equipe do Oeste, mas prometendo competitividade. “O torcedor pode esperar um time muito aguerrido”, acrescentou.

Pré-temporada

A apresentação dos jogadores para os treinamentos está agendada para o dia 2 de janeiro. Serão 20 dias de preparação até a estreia no Estadual, dia 22, contra o Avaí, em casa. Pelo pouco tempo de treinamento, amistosos não deverão ser marcados. O time será comandado pelo técnico Hemerson Maria. Ele chega a Chapecó também no dia 2.


MAIS FRASES DOS DIRIGENTES: 

“Entendemos que é possível fazer uma equipe competitiva com esse valor (R$ 800 mil por mês). Se melhorar a receita, podemos dar um passo a mais”, Paulo Magro, presidente da Chape.

“No meio do futebol, a notícia da questão financeira correu bastante. Perdemos atletas por isso, por mais que temos a garantia que vai ser diferente”, Mano Dal Piva, vice de futebol.

“Temos dificuldade financeira e vamos ter ao longo do ano. Muitos meninos vão ter chance no Catarinense, que nos permite fazer isso, para avaliar”, Michel Gazola, gerente de futebol.

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