Número de focos da dengue em Chapecó umenta 29% em 2019

Dezoito casos foram confirmados na cidade no ano passado

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A dengue continua como motivo de muita preocupação em Chapecó. O número de focos e de mosquitos adultos coloca a cidade em um nível médio para uma epidemia, segundo dados do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019. Isso significa que quanto mais mosquitos forem encontrados mais riscos a população corre.

Segundo dados da prefeitura, em 2019 o número de focos aumentou 29% em relação a 2018. Se comparado a 2017, o aumento é de 119%. “Tivemos um aumento significativo de focos em 2019. Foram aproximadamente 300 a mais que em 2018, porém nós tivemos o fator do clima, sem um inverno rigoroso, encontramos larvas em pontos estratégicos”, explica a coordenadora da Vigilância Ambiental, Mônica Serpa.

Focos em 2020

Na primeira semana de 2020, do dia 6 ao dia 10 de janeiro, foram encontrados 27 focos do mosquito em 12 bairros de Chapecó. “Vai desde a Efapi até a região Sul. Então ele está bem espalhado”, afirma a coordenadora.

Casos confirmados

De acordo com dados da prefeitura, em 2019 foram 323 casos notificados. Destes, 18 foram confirmados – oito contraídos em Chapecó e 10 fora.

Bairros com mais focos

Efapi e Centro são os bairros com mais focos na cidade: 133 e 123 focos respectivamente. “Se chegar uma pessoa doente lá, não fizer o tratamento correto ou procurar tarde demais o atendimento de saúde, um mosquito pode picar essa pessoa e começar a picar outras. Então, além da quantidade de mosquitos adultos que temos, corremos o risco de ter uma epidemia”, alerta.

Adaptação do mosquito

Mônica lembra que o mosquito conseguiu se adaptar ao longo dos anos. Antes, ele só se proliferava em água parada e limpa. Hoje, isso mudou e ele consegue se adaptar em águas não tão limpas também. “Por Chapecó ser uma rota tudo contribui para que se tenha um aumento [dos casos]. Sem a colaboração de toda a comunidade será muito difícil eliminar o mosquito em Chapecó”, reforça.

Depósitos

Segundo a prefeitura, foram encontrados 1,32 mil focos em 2019. Desses, 50% deles em depósitos chamados D2 – que armazenam lixos, sucatas e entulhos. “Não tivemos uma colaboração da comunidade, que deixou a desejar nesse aspecto. São lixos que não são armazenados corretamente e acabam ficando no tempo. Se todos fizerem a sua parte será possível eliminar depósitos e com isso o mosquito não tem onde se proliferar”, pede a coordenadora.

Na primeira semana de 2020 foram encontrados 27 focos do mosquito em 12 bairros de Chapecó (Secretaria de Saúde/Prefeitura de Chapecó)

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