Óleo de soja e tomate são itens com maior alta entre os produtos básicos em Chapecó

Azeite teve aumento de mais de 33% em comparação com o mês de agosto. Com o tomate, aumento foi de 32,9%. Nos últimos 12 meses, produtos básicos acumularam alta de quase 9%

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Uma pesquisa realizada pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e pelo Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom) mostram de quanto foi o aumento no custo dos produtos básicos em Chapecó, no comparativo entre os meses de setembro e de agosto.


O que já era sentido no bolso, foi transformado em números pela pesquisa, realizada no início deste mês. O óleo de soja, o tomate, a cenoura e o arroz puxam a lista dos itens com maior elevação de preço entre os itens básicos.


Já no acumulado dos últimos 12 meses, o cesto de produtos básicos teve aumento de 8,9% em Chapecó. Esse índice é bem superior a dois outros que são considerados nacionalmente para medir a inflação, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) chegou a 2,94%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 2,44%.

 

Produtos mais caros


O levantamento apontou que o custo do cesto de produtos básicos de setembro em Chapecó tem o valor médio de R$ 1.501,76, com aumento de 2,01%, ante os R$ 1.472,13 de agosto. É o segundo mês consecutivo que Chapecó registra elevação no preço do cesto.


O óleo de soja foi o item com maior impacto, com variação percentual no preço de 33,05%. De acordo com o levantamento, um ponto de impacto neste produto pode ser a alta do dólar, que favorece as exportações. Segundo especialistas consultados pelo jornal Valor Econômico existem chances do comércio entre Brasil e China quebrar recordes neste ano. Assim, a venda de produtos para fora do país tem aumentado e acarreta diminuição na oferta nacional de alguns produtos, entre eles, o óleo de soja.


Também apresentaram aumento, na comparação com agosto, o tomate comum (32,98%), cenoura (17,33%), arroz (17,12%) e a laranja suco (13,58%). Já a redução mais significativa foi na cebola, com queda de 39,04%. De acordo com o Pesquisas Sicom, também apresentaram redução de preço o repolho (27,94%), alface (25,28%), batata inglesa (22,39%) e batata doce (17,72%).


A pesquisa, realizada nos últimos dias 1 e 2, verificou que os produtos in natura apresentaram queda de 8,86%. Os produtos semi-industrializados registraram aumento de 4,78%. Também foi identificado aumento no preço dos produtos industrializados, de 5,57%.


Os artigos de higiene subiram em 1,85% e o os materiais de limpeza reduziram 0,77%. O grupo de serviços tarifados, como energia elétrica, água e gás de cozinha, quando comparado com agosto, registra aumento de preços, na ordem de 3,25%. Neste mês, uma família chapecoense necessita de 1,44 salários mínimos (líquidos) para adquirir o cesto de produtos básicos.

 

Cesta básica aumenta


A pesquisa também consta de síntese dos preços registrados em Chapecó para os 13 produtos que compõem a cesta básica nacional. São eles: açúcar, arroz, banana, batata inglesa, café moído, carne bovina, farinha de trigo, feijão preto, leite, margarina, óleo de soja, pão francês e tomate.


O custo da cesta básica aumentou em setembro. De um custo de R$ 348,69 em agosto, passou para R$ 365,08, com elevação de 4,70%. Em setembro do ano passado o valor da cesta foi de R$ 320,20. Uma família chapecoense necessita, neste mês, de 0,35 salários para adquirir a cesta básica.





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