Operação da Polícia Federal investiga grupo responsável por venda ilegal de papel de seda

Material é usado na fabricação de cigarros. Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Dionísio Cerqueira e mais quatro cidades do país

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (13) a Operação Smoke, com o objetivo de desarticular grupo criminoso dedicado ao descaminho de “papel seda”, utilizado para fazer cigarros, fornecido por indivíduo que atua em território argentino, na cidade de Bernardo de Irigoyen, que fica na fronteira com as cidades de Dionísio Cerqueira (SC) e Barracão (PR). 

Cerca de 40 policiais federais estão cumprindo 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Dionísio Cerqueira (SC), Santa Terezinha de Itaipu/PR, São Paulo (SP), Praia Grande (SP) e São Vicente (SP), expedidos pelo Juízo da 5ª Vara Federal em Foz do Iguaçu/PR. Também está sendo efetuado o bloqueio de bens (conta bancária e sequestro de imóveis) de três indivíduos investigados.

Investigação

A investigação começou no ano de 2017, quando um dos investigados foi preso em flagrante em Barracão (PR), após ter entrado no Brasil com uma carga de “papel seda”. Segundo a Polícia Federal, praticamente todo o produto dessa natureza utilizado no Brasil tem origem estrangeira.

Num período de 3 anos, referido fornecedor argentino recebeu cerca dois milhões e trezentos mil reais numa conta que mantinha no Brasil, valor cuja investigação apontou fortes indícios de proveniente desse tipo de comércio ilegal.

Também foram colhidos fortes elementos no sentido de que os encarregados de fazer a remessa dos produtos para distribuidores localizados em São Paulo eram uma pessoa de Dionísio Cerqueira (SC) e outra de Santa Terezinha de Itaipu (PR), que juntos receberam em suas contas, nesse mesmo período, cerca de R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais).

Nos autos do inquérito policial instaurado para completa apuração dos fatos, os investigados poderão ser indiciados pelo crime de descaminho (art. 334, §1º, III, do Código Penal, com pena de até 4 anos de reclusão), praticado em associação criminosa (art. 288 do Código Penal, com pena de até 3 anos de reclusão).

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