Osteopatia pediátrica: método contribui na qualidade de vida dos recém-nascidos

Especialista explica como ocorre o tratamento de alguns sintomas que os recém-nascidos apresentam e que podem ser tratados com osteopatia

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Irritabilidade e choro excessivo, sono perturbado ou insônia, dificuldade de sucção no momento da amamentação, muita cólica, refluxo constante e flatulência além do comum. Esses são alguns sintomas que as mães precisam estar atentas em recém-nascidos, pois indicam enfermidades que podem ser tratadas pela osteopatia.

“Antes de iniciar o tratamento é realizada uma entrevista com os pais que aborda questões sobre a gravidez e o parto. Depois é feita uma avaliação cuidadosa e com muita cautela no bebê”, explica o fisioterapeuta e osteopata Edson Bramati, da Reichmann Ortopedia de Chapecó.

A osteopatia pediátrica, segundo Bramati, pode ser utilizada para o tratamento e a prevenção de diversas enfermidades, ainda nos primeiros dias após o nascimento, resultando no aumento da qualidade de vida da criança.

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“Essa técnica é muito difundida na Europa, sobretudo para o tratamento de cólicas e constipações, refluxo gastroesofágico, torcicolo congênito, otites, dificuldades de sucção, assimetrias craniadas, alterações no sono, entre outras. Em alguns países o osteopata faz parte da equipe multidisciplinar, que atende às gestantes e os pequenos, ao lado do obstetra e do pediatra”, comenta o fisioterapeuta e osteopata.    

Outra situação comum com os recém-nascidos é o torcicolo congênito, definido como uma contratura do músculo lateral do pescoço, que se manifesta no período neonatal ou em lactentes jovens. Segundo Bramati, com a osteopatia é possível tratar, normalizando a situação e corrigindo as fáscias (tecido conjuntivo entre a pele e as massas musculares), músculos, crânio e coluna. “Tranquilidade é essencial nas consultas tanto que no primeiro mês os bebês dormem durante a realização da técnica. Até os três meses passam a ter mais interesse e a partir dos seis meses tornam-se mais participativos”, relata.

No período da gestação ou no momento do parto, a cabeça do bebê pode ser submetida a forças que poderão expor o recém-nascido a assimetrias, pois nesta fase da vida ele é praticamente formado por cartilagem porque possui apenas 30% de cálcio se comparado com um adulto.  

A base do crânio da criança está submetida a grandes forças de compressão pelas contrações no momento do parto e também em função da passagem pelo canal vaginal, ou ainda pelo modo como a cabeça ficou posicionada no final da gestação.

“Nesse local, estão situadas as estruturas responsáveis pela inervação do palato, cordas vocais, da faringe, base da língua, ritmo cardíaco, função respiratória e boa parte do aparelho digestivo”, realça o fisioterapeuta e osteopata. Caso essas forças comprimirem o local, haverá também uma compressão sobre estas estruturas que podem ocasionar cólicas, refluxo gastroesofágico (RGE) e outras manifestações. 

“Quanto é necessário o recurso do fórceps ou da ventosa, são exercidas forças extras sobre o corpo do bebê, o que justifica muitos dos problemas. Até mesmo no ventre da mãe podem ocorrem pequenos achatamentos, deslizamentos e deformações cranianas. Características que, geralmente, voltam ao normal depois do nascimento, com movimentos a exemplo de respiração e de sucção. Contudo, caso isso não aconteça naturalmente e para evitar complicações futuras a osteopatia entra em ação”, argumenta.  

A osteopatia pode ser aplicada ainda quanto o bebê está no ventre da mãe, oportunidade em que ela será tratada, diminuindo dores e fazendo com que o bebê se sinta mais confortável lá dentro.

“A avaliação osteopática deve ser completa, examinando a respiração, os reflexos e os movimentos da criança. Assim, o profissional poderá verificar disfunções nos tecidos e na mobilidade. As técnicas realizadas com as mãos são suaves e, na maioria dos casos, fazem com que o bebê relaxe ao ponto de dormir após a sessão”, finaliza Bramati.    

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