Otimismo ajuda Erci a superar o câncer de mama

O hábito de realizar exames todos os anos ajudou a descobriu um grave tumor na mama logo no começo

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Nadia Michaltchuk
nadia@diariodoiguacu.com.br

Muitas mulheres não têm conhecimento em relação à prevenção do câncer de mama e, por isso, deixam de se cuidar. A história de Erci Mariani Mattielo, de 51 anos, é exatamente o oposto. Ela realizava exames de rotina anualmente e estava sempre preocupada com a saúde. Em uma das visitas ao consultório médico, ela descobriu um grave tumor na mama.

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Quando o médico realizou o exame de toque, ela sentiu uma dor intensa. Foi aí que surgiu a suspeita da doença. A descoberta do câncer de mama do tipo triplo negativo aconteceu em outubro de 2014. Erci estava sozinha no dia em que buscou o resultado dos exames. “Eu deveria ter esperado e aberto junto com o médico, mas estava tão confiante de que não tinha câncer que decidi abrir sozinha”, lembra.

Quando se deparou com o diagnóstico, Erci ficou sem reação. No dia seguinte, realizou uma consulta com um mastologista e recebeu todas as informações necessárias. “Eu descobri o câncer muito cedo, por isso as chances de cura eram muito grandes. Hoje, eu aconselho todas as mulheres, independentemente da idade, fazerem o toque e os exames preventivos com frequência”, relata.

Esperança

Desde o dia que descobriu o câncer de mama, Erci encarou a doença com muito otimismo. “Eu sempre soube que seria curada. Apesar das dificuldades enfrentadas durante o tratamento, pensei positivo desde o início e isso me ajudou muito”, conta.

Ela conta, ainda, que as duas filhas tiveram mais dificuldade de lidar com a doença do que ela. “A doença me trouxe muitos efeitos físicos, como a baixa na imunidade e a fraqueza, mas os efeitos psicológicos quem enfrentou foi a minha família. Minhas filhas ficaram com medo de me perder e sofreram mais do que eu”, afirma.

Para lidar tão bem com isso, ela precisou confiar no médico. “Uma dica que dou pra quem está passando por isso é: confie no seu médico, ele sabe o que é melhor pra você”, aconselha.

Vida nova após a cura 

O tratamento de Erci contou com oito sessões de quimioterapia e 28 sessões de radioterapia, além da cirurgia de retirada das mamas. “O meu tratamento foi muito efetivo. Deu muito certo, cada dia que passava era um dia mais próximo da cura. Foi pensando assim que eu encarei o tratamento, do início ao fim”, diz. 

Ela conta que, embora não tenha sido fácil, a queda do cabelo se tornou insignificante perto da importância de ser curada. “Depois que a gente passa por isso percebe que existem coisas muito mais importantes na vida, como a saúde e a família”, comenta.

A experiência de Erci fez com que ela evoluísse em diversos aspectos. Entre eles, mudou seus hábitos alimentares e se desafiou a praticar novos tipos de exercícios físicos. Depois de curada, ela se tornou vegetariana e começou a correr. “Tudo que a gente coloca como meta e acredita que pode ser realizado se torna real, basta ter otimismo e força de vontade”, acredita. 


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