Pai e filho acusados de matar Sidineia da Silva são absolvidos por júri

O júri formado por seis homens e uma mulher, entendeu que não foram eles os autores do crime

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Os acusados de matar e esconder o corpo de Sidineia Alves da Silva de 34 anos, foram absolvidos no júri popular desta sexta-feira (21) em Chapecó. O crime aconteceu em 2017. Os réus eram o enteado e o pai dele, este último companheiro da vítima há oito anos. Os jurados reconheceram a negativa de autoria de ambos, pois entenderam que não foram eles os autores do crime. Com isso eles foram absolvidos.

A sessão iniciou às 9h e a sentença foi lida sete horas depois. Testemunhas relataram constantes brigas entre os acusados e a vítima. De acordo com os depoimentos, a mulher já tinha registrado boletim de ocorrência por agressão física e ameaças de morte, mas insistia em permanecer na residência para não perder os bens que o casal havia construído ao longo do relacionamento.

No interrogatório, os acusados negaram a autoria do homicídio. O então companheiro da vítima disse que ela passava alguns dias fora de casa e acreditou ser mais um desses episódios. Já o rapaz admitiu ser dependente químico e por isso dos rompantes agressivos.

O conselho de sentença foi formado, por sorteio, por seis homens e uma mulher. O representante do Ministério Público foi o promotor de justiça Átila Lopes que atuou na acusação. Já na defesa estiveram os defensores públicos Ezequias Mayer Duarte e Everton Klassen. O júri foi presidido pela juíza substituta Mariana Helena Cassol.

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O crime

De acordo com o que foi apurado durante o processo, a vítima despareceu no dia 21 de agosto de 2017, entre 11h e 15h. Ela foi vista pela última vez na residência do casal, no bairro Presidente Médici.

Sidineia foi encontrada durante a noite de 5 de setembro no interior de Chapecó. Segundo a Polícia Militar o corpo foi encontrado por uma pessoa que passava pelo local, na Sede Trentin em meio a mata fechada.

Ele estava enterrado e enrolado em um saco plástico. Na época havia a suspeita de que ela pudesse estar grávida, no entanto tempos depois o laudo apontou que ela estava com inchaço em razão da decomposição.

A vítima era companheira de um dos acusados de ser autor do crime. Eles moravam em uma residência do bairro Presidente Médici. Após seu desaparecimento, a família de Sidineia registrou um boletim de ocorrência. Quando localizaram o corpo, foi aberto um inquérito policial para investigar o caso. Um dos suspeitos foi preso preventivamente ainda na época e levado para o Presídio Regional de Chapecó.

Segundo investigação da Polícia Civil, Sidineia foi morta com golpes de faca na região do pescoço. Na denúncia consta que o motivo do crime foi a intenção da vítima em terminar o relacionamento e dividir os bens construídos ao longo dos oito anos de união estável. O júri desta sexta-feira (21) inicia às 9h.

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