Parar na pista para esperar o filho é infração de trânsito

Mas, você já se deparou com um carro parado em meio à pista com o pisca alerta ligado? Essa cena é comum em frente às escolas na entrada e saída de alunos

Bruna Brum
bruna@diariodoiguacu.com.br

Dirigir em horários de pico não é uma tarefa fácil. As ruas de Chapecó são tomadas por veículos. As pessoas querem chegar ao trabalho, às escolas, aos cursos e  universidades o mais depressa possível. E quando se trata do trânsito em frente às escolas na entrada ou saída de alunos, a situação ainda ficar pior. Por isso, seguir as regras de trânsito é a melhores formas para garantir a fluidez.

O congestionamento é tanto que muitos motoristas preferem fazer rodar um pouco mais para chegar ao destino do que passar em frente a uma escola. Porém, às vezes é inevitável e é preciso enfrentar as filas de pais esperando as crianças. Rita Rocha vai todo fim de manhã buscar seu filho de 14 anos na escola. Diferentemente de muitos pais e mães, ela consegue sair mais cedo do trabalho e garante uma vaga de estacionamento logo em frente ao portão e não enfrenta dificuldades para trafegar no local, mas sabe que muitos têm.

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Claudia Rüdiger é uma dessas mães. Ela e o marido levam e buscam as crianças na escola. Para Claudia, os horários mais complicados são durante o meio-dia e no fim da tarde, por que parece que o movimento é maior. Ela conta que deixa o carro na quadra atrás do colégio dos filhos para facilitar na hora de sair.

Orientação

Conforme o coordenador dos agentes de trânsito de Chapecó, Jairo Luterek, a orientação para que os motoristas respeitem PCD (exclusiva para pessoas com deficiências físicas),vagas para idosos e estacionamento em faixa dupla.

“As vagas de PCD e idoso são infrações gravíssimas e gera sete pontos na carteira de habilitação”, relata o agente. Sobre estacionar em fila dupla em frente às escolas ou qualquer ou qualquer outra situação, também é proibido e pode gerar multa.

“Quando uma pessoa para um minuto para pegar ou deixar seu filho ou amigo, ou buscar o filho na escola, ele está prejudicando outras pessoas que estão atrás dele e que precisam também parar. Isso gera um incômodo transtorno e brigas no trânsito”, conta o coordenador.

Todos os dias, conforme Luterek, os agentes de trânsito recebem muitas ligações denunciando as ocupações irregulares das vagas e, principalmente, o desembarque e embarque irregular de alunos e pessoas que estacionam em filas duplas para descarregar materiais.

 Principais problemas

A secretária de Defesa do Cidadão e Mobilidade, Luciane Stobe, lembra que os próprios pais reclamam do trânsito em frente às escolas, mas é preciso pensar que há dois tipos de usuários dessas vias, os que estão esperando os filhos e os que só estão passando pelo local.

“Têm pais que abandonam o carro no meio da via, porque ele tem filho pequeno deixa o carro dele ligado no meio da pista, desce com a criança, com a mochila, leva ela dentro da escola e volta. Então, quem tá vindo atrás é problema dele. O problema é que quando começa a dar essas filas, ela vai lá até os cruzamentos. E aí, quem quer cruzar a via não consegue, porque tem uma pessoa parada no meio da pista” conta Luciane.

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Nos casos em que os cruzamentos ficam trancados e segundo o coordenador dos agentes de trânsito de Chapecó, Jairo Luterek, os motoristas que pararem em meio a rotatórias, semáforos ou cruzamentos, poderão ser notificados. “A maneira certa de o motorista conduzir seu veículo é quando ele vê que vai fechar a rotatória ou um cruzamento, parar antes de congestionar. Não pode-se para no meio do cruzamento, isso pode gerar multa,” diz o coordenador.

Há também, de acordo com Luciane, momentos em que há vagas de estacionamento livres próximos as fachadas das escolas, mas os motoristas não estacionam e acabam parados nas pistas.

“Se eu me organizar, às vezes, na quadra anterior têm vagas, mas o pai está lá em frente da escola parado. Às vezes tem estacionamento perto, mas ele para em fila dupla, em frente à escola, faz um sinalzinho para o filho vir correndo e ele fica parado até o filho entrar no carro e colocar o cinto, por exemplo. A grande ideia é orientar que o pai que pense na conduta e que a conduta individual tem uma implicação no coletivo”, conta.

A secretária explica que muitos motoristas pensam que por estar com os sinais de alerta ligados isso os isenta de multa e podem deixar os veículos parados nas pistas em frente às escolas. Mas, ao fazer isso, estão cometendo uma infração grave e podem ser multados.

“Quem para o seu veículo ao lado de outro na via pública, implica em multa grave, cinco pontos na carteira e R$ 195,23 de multa. Importante dizer que o alerta não significa nada”, diz.

 Áreas de embarque e desembarque de alunos

Para solucionar o problema, segundo Luciane, o município tem feito um trabalho de orientação nas escolas e um levantamento para estudar a melhor forma de regulamentar o embarque e desembarque dos passageiros será realizado e existe a possibilidade de se regulamentar termos de embarque e desembarque em paradas curtas.

“Por exemplo, o pai chega à escola e tem uma área com tempo demarcado. A escola começa às 8h, das 7h30 até as 8h15, naquele período é permitido fazer o embarque e desembarque de estudantes naquela demarcação de espaço”, explica.

“Começamos a fazer uma primeira orientação com algumas escolas e agora vamos fazer levantamentos, temos um grande número de escolas e vamos compreender qual é o fluxo de veículos. Prioritariamente, os alunos vão mais de transporte escolar contratado, por exemplo, ou vem com veículo individual. Para que a gente possa dimensionar isso de forma diferenciada em cada escola e poder atender a demanda”, conta.

Segundo a secretária, também, serão analisados pontos como a localização da escola, se há semáforo perto, se for estabelecido uma área de embarque e desembarque de veículos poderá gerar congestionamento na via.

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