Passear com o pet de forma segura é ser legal no trânsito

Vários dispositivos de segurança ajudam a garantir que o seu melhor amigo fique mais seguro durante os passeios de carro. Confira algumas dicas

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Juliane Bee/Especial

reportagem@diariodoiguacu.com.br


Chapecó


Transportar animais de estimação de forma irregular é uma infração, pode acarretar em multa e é prejudicial à saúde do bichano.


Nada melhor do que chegar em casa e receber um latido de oi ou um ronronar de boas-vindas. Além de renovar as energias, também aquece o coração. Não tem como negar, eles já fazem parte da família. Um levantamento realizado em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Instituto Pet Brasil, identificou 139,3 milhões de animais de estimação espalhados pelos lares do país.

Justamente por serem membros da família, é normal passear com eles, inclusive de carro. No entanto, leva-los de forma irregular, soltos no banco da frente, pode trazer riscos à saúde do animal, além de uma multa. Está no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Transporte correto - e seguro


Segundo o médico veterinário e proprietário da clínica veterinária Trupe da Kuki, Pablo Diego Presotto Bento, algumas opções seguras para o deslocamento de animais no carro são as caixas de transporte, o cinto e a cadeirinha, todos específicos para pets. Ele destaca que, assim como as crianças, os animais também merecem atenção. “Se utilizamos o cinto para as crianças, por que esquecer dos pets?”.


Para explicar detalhadamente como funciona cada dispositivo, a bulldog Lateefaah foi nossa modelo. Muito comportada, quando sair passear com seus donos ou vai tomar um banho na Trupe da Kuki, ela vai sentada na cadeirinha.

 

Caixa de transporte



Indicada para animais ansiosos, que urinam no carro ou possuem salivação excessiva. Essencial para viagens de longas distâncias. O cinto é afivelado ao redor da caixa. Foto: Juliane Bee/Especial

 

 

Cinto de segurança


Lateefaah usando seu cinto de segurança (rosa). É destinado para animais de médio a grande porte, se assemelha ao cinto de segurança do carro. Impede que o pet se pendure na janela ou que seja arremessado em caso de um acidente. Foto: Juliane Bee/Especial

 


Cadeira de carro


Opção para animais que perdem bastante pelo, funciona como uma cadeirinha de criança. É colocada entre os bancos e possui um cinto especial, acoplado ao peitoral do animal. Lateefaah usa esse modelo quando vai passear. Foto: Juliane Bee/Especial

 

 

Cuidado redobrado


Mesmo no colo de outra pessoa, no banco do passageiro, é preciso alguns cuidados para o bem-estar do animal. O momento de descontração, com a cabeça para fora da janela, pode ocasionar uma lesão no olho, inflamações no ouvido e até problemas respiratórios, no caso de animais de fuço curto. “Já atendemos na clínica um caso em que o animal foi atingido por uma pedrinha ou mosquito, que gerou uma úlcera de córnea”, conta Pablo.


Animais com a cabeça para fora do veículo também podem causar acidentes de trânsito. Motocicletas podem passar por perto, atingindo o cachorro. Ele pode se assustar e agir por impulso, pulando a janela. Por isso é importante mantê-la fechada, principalmente se o animal for agitado.

 

Viajar com o pet


No caso de viagens, Pablo explica que se o tutor optar por uma caixa de transporte ela precisa ser maior, para que o animal se sinta mais confortável e tenha espaço para se mexer e descansar. As paradas ao longo do trajeto são fundamentais, preferencialmente a cada duas horas, de 15 a 20 minutos. Neste momento ele pode aproveitar para fazer suas necessidades, tomar uma água e esticar as patas. É importante não esquecer de levar a guia, um saquinho para recolher as fezes e a documentação do pet, que precisa estar em dia.


Em relação aos gatos, as viagens podem ser mais complicadas, pois a grande maioria dos felinos não gosta de lugares diferentes, aos quais não estão habituados. “Uma opção é o spray para viagens. Ele contém feromônio, deixando o gato mais calmo e tranquilo. É só borrifar dentro do carro”, sugere. Antes de viajar para longas distâncias, é bacana conversar com um médico veterinário, para que ele auxilie no que for preciso e faça da viagem um momento prazeroso para o bichinho e seu tutor.

 

O que diz o Código de Trânsito

O Artigo 252 do CTB afirma que dirigir o veículo:

II - Transportando pessoas, animais ou volumes a esquerda, ou entre braços e pernas

Infração: média

Penalidade: multa

Neste caso, o valor da multa é de R$130,16, além de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

 

Também não é permitido transportar o animal na parte externa do carro, seja na caçamba ou com a cabeça para fora da janela. Está no Artigo 235:

 Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados:

Infração – grave.

Penalidade – multa.

Medida administrativa – retenção do veículo para transbordo.

A infração é considerada grave, a multa chega a R$195,23 e o motorista leva cinco pontos na carteira. 

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