Magro sobre demissões na Chape: Não comportamos ter toda essa estrutura com o orçamento que temos

Além de enxugamento do quadro de funcionários, clube renegocia contratos com prestadores de serviço e fornecedores. Entrada de novo patrocínio neste mês vai ajudar a pagar dívidas.

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A crise na Chapecoense está instalada dentro e fora de campo. Último colocado da Série A do futebol brasileiro, o clube do Oeste catarinense confirmou, nesta terça-feira (8), redução no quadro funcional. Entre 16 e 20 colaboradores, entre eles prestadores de serviços, serão desligados até sexta-feira.

A Chape não divulgará nomes por uma questão jurídica. Houve cortes em todos os setores administrativos e nas categorias de base. O futebol profissional não foi atingido pela navalha. A agremiação atravessa uma fase de austeridade financeira e enxugar a máquina, que até antes das saídas reunia cerca de 230 pessoas, contando atletas da base e do profissional, é uma das ações.

O presidente em exercício do Verdão, Paulo Ricardo Magro, disse que as demissões fazem parte de um trabalho de diminuição de despesas. “Os funcionários desligados trabalhavam corretamente. Não comportamos ter toda essa estrutura com o orçamento que temos”, afirmou o dirigente.

Outras medidas para reduzir custos estão sendo tomadas e serão apresentadas aos membros do conselho deliberativo e, posteriormente, aos sócios e torcedores em geral. Todos os contratos com prestadores de serviço e fornecedores passam por revisão.

Crítica

Segundo Magro, nesta sexta (11) a diretoria terá um número mais preciso sobre a economia gerada pelo processo de enxugamento. “Pra mim, desde o fim do ano passado estava claro que era preciso se readequar. Faltou a tomada das ações”, comentou.

A declaração evidencia o descontentamento com a gestão do presidente Plínio David De Nes Filho. Maninho foi reeleito por maioria de votos pelos conselheiros para o biênio 2019/20 em dezembro de 2018. Magro compôs a chapa da situação como vice de Administração e Finanças.

Magro assumiu a presidência temporária da Chape no fim de agosto, após Maninho se licenciar do cargo por questões médicas. Também foi criado um comitê de gestão financeira, formado por integrantes da diretoria e conselheiros, com foco no equilíbrio monetário.

Na lanterna

O Verdão terá mais uma oportunidade hoje de reagir no Brasileirão e tentar evitar o rebaixamento. Lanterna, a equipe do técnico Marquinhos Santos encara o Fortaleza, às 20h30, no Ceará, pela 24ª de um total de 38 rodadas.

 

“Houve erros, admitidos pela diretoria. Agora, não podemos cometer os mesmos erros. Não vou entrar no mérito, mas gastamos mais do que deveríamos”, Paulo Magro, presidente em exercício da Chape.

 

DÍVIDAS E ATRASOS

A Chapecoense fechou 2018 com R$ 13 milhões de dívida para ser paga neste ano. Última atualização sobre o assunto dá conta de débitos na casa dos R$ 10 milhões. O déficit afeta o pagamento dos jogadores. O atraso dos direitos de imagem, que representam até 40% do salário, já chega a quatro meses, de acordo com Magro. Ele diz que o valor em carteira referente ao mês de setembro será pago hoje.

O presidente em exercício explica que o grupo é enxuto e, por isso, não haverá liberações de atletas. São 35 jogadores, mas nove estão no departamento médico. A questão contratual também é uma barreira. Recentemente, Alan Ruschel e Aylon foram emprestados a Goiás e Atlético-GO, respectivamente.

 

NOVO PATROCÍNIO

A Chape aguarda ansiosa a chegada do novo patrocinador. O acordo está assinado, mas o nome e os valores só serão divulgados após o dinheiro cair na conta, o que deve ocorrer até 31 deste mês. “Com esse patrocínio, vamos dar uma boa respirada”, garante Magro. 31 de outubro também é a data que marca o fim do pedido de licença do presidente Maninho De Nes.

A nova parceria, porém, não será suficiente para amenizar a quebra de receita em caso de rebaixamento à Série B nacional. Se o descenso acontecer, a cota de TV, que hoje gira em torno de R$ 45 milhões/ano, cairá para no máximo R$ 10 milhões em 2020. 

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