Pedestre, a responsabilidade por um trânsito seguro também é sua

Está cansado de ouvir essa história? Mas infelizmente muitos acidentes ainda acontecem por falta de cuidado e atenção. E no trânsito, o pedestre é a parte mais vulnerável, por isso o alerta precisa ser redobrado

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Chapecó é a 5ª maior cidade de Santa Catarina com uma população estimada, segundo o IBGE, de 220 mil habitantes. Mas o fluxo de pessoas que diariamente circulam pela cidade é muito maior: sejam trabalhadores, estudantes, pessoas que vem a passeio ou a negócios, as vias de Chapecó são cada dia mais movimentadas. E com o crescimento da cidade e, consequentemente, de pessoas e veículos circulando – segundo o Detran, até agosto, a cidade tinha mais de 174,8 mil veículos emplacados na cidade – estar atento e focado no trânsito é questão de segurança da própria vida.


O alerta é muito comum para os condutores de carros, motos, caminhonetes, caminhões, ônibus. Mas o trânsito tem um ator principal e que também tem responsabilidade, sim, pela própria segurança e por boas práticas: é você mesmo, senhor pedestre!!

 

O que diz o CTB?

 

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seu artigo 29 §2º, estipula que os veículos maiores são responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.


O CTB também prevê as situações nas quais os pedestres terão prioridade de passagem: “quando estiverem realizando a travessia nas faixas delimitadas para esse fim (as faixas de travessia de pedestres, zebradas ou paralelas, são tipos de marcas transversais, constantes da sinalização horizontal de trânsito”, informa o CTB.


Mas engana-se quem pensa que a prioridade do pedestre é absoluta. O próprio código pontua que onde houver vias sinalizadas com semáforo, a preferência será do pedestre no momento em que o sinal luminoso do semáforo tiver verde para a sua passagem. Ainda será sua preferência se o pedestre já tiver iniciado a travessia e o sinal fechar, neste caso os veículos deverão aguardar que ele conclua a passagem com segurança.

 

Jeito certo – e seguro – de atravessar a faixa de pedestres


Se nas faixas onde há semáforos a prioridade é do pedestre quando o sinal indicar, nas faixas localizadas em pontos onde não tem semáforos a orientação é: cuidado e atenção na travessia.


A principal dica é ver e ser visto. O pedestre precisa compreender que apesar de ter prioridade no trânsito, os veículos circulam a certa velocidade na via e há um tempo entre a visualização por parte do motorista, a reação dele e a frenagem do carro.


O cuidado tem que ser redobrado em pistas duplas. Isso porque o carro que vem do lado da via onde o pedestre está tem mais facilidade de enxerga-lo que o carro que vem na via ao lado. Vale até sinalizar com as mãos para garantir que foi visto e teve o direito a travessia respeitado. Atravessar correndo na faixa não dá mais segurança para o pedestre, não. É justamente ao contrário: aumenta o risco de ser atropelado. Então, a orientação é atravessar com calma e com SEGURANÇA.

 

Não vale


Apesar de todos os alertas, ações de conscientização, não é difícil circular pela cidade e ver pedestres atravessando no meio da quadra, entre os carros. E o pior: em ruas onde tem faixa no início e no fim da quadra.


A desculpa pode ser: ‘nossa, mas eu tenho que caminhar até lá para atravessar? Eu tenho que ir aqui na frente’. Mas aí, querido amigo pedestre, é uma escolha que traz uma responsabilidade. E em um atropelamento, você é sempre a parte que pode ter os ferimentos mais graves. Então, os poucos metros a mais de caminhada podem ser a diferença para evitar um acidente.

 

Pedestres x celulares x fones de ouvido


Um aspecto que tem preocupado muito as autoridades de trânsito de Chapecó é a questão envolvendo o uso de celulares e fones de ouvido. Se esse hábito preocupa quando envolve motoristas, para os pedestres a situação não é diferente.


A secretária de Defesa do Cidadão e Mobilidade Urbana de Chapecó, Luciane Stobe, explica que esse é um problema grave identificado nas ruas da cidade, tanto em jovens quanto em pessoas de mais idade. Isso porque, esses aparelhos desviam a atenção da pessoa que está caminhando que, ao invés de prestar atenção na via, acaba prestando atenção na música, na mensagem, ou ainda na conversa pelo telefone com alguém do outro lado da linha. “Então ele não vai ouvir uma freada, ou o som de alerta de uma buzina”, comenta.

 



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