Pessoas que vivem com HIV recebem tratamento humanizado em Chapecó

Rede de apoio oferece diversos serviços voltados à prevenção e luta contra à Aids

- Publicidade -
 

O diagnóstico da infecção por HIV é um momento delicado, que acarreta em um avalanche de sentimentos e emoções. Para que o paciente conheça a doença e entenda a importância do tratamento, uma rede de apoio acolhe essas pessoas em Chapecó.    

Na capital do Oeste, o tratamento é realizado pelo Serviço de Atendimento Especializado (SAE). O serviço atende também outros 36 municípios vizinhos pactuados. A principal atividade é o atendimento da pessoa vivendo com HIV e seus parceiros que não possuem o vírus. Desde 1984 foram atendidas pelo setor 2,69 mil casos.  

O atendimento é realizado por uma equipe multiprofissional nas áreas de medicina, enfermagem, farmácia, psicologia e assistência social. O espaço realiza atendimentos individuais e trabalhos em grupo. Além disso, atende solicitações de empresas e instituições no que se refere à temática das Infecções Sexualmente transmissíveis (ISTs), com enfoque na prevenção da transmissão das ISTs e testagem rápida para diagnóstico precoce.

De acordo com a coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado de Chapecó (SAE), Vanize Putzel, a equipe é capacitada para aplicar a testagem rápida e aconselhar as pessoas. “Quando os profissionais se deparam com um caso de HIV positivo as pessoas são direcionadas ao SAE, onde recebem um atendimento humanizado”, explica.

Vanize destaca que o paciente cria um vínculo com o profissional, reduzindo os índices de desistência ao tratamento. “O SAE tem que ter uma equipe toda estruturada, com um olhar diferenciado para essa população. Porque quando você vai no setor e é bem atendido, você se sente acolhido e a adesão ao tratamento aumenta”, relata.  

Gapa 

O Grupo de Apoio e Prevenção à Aids (Gapa) faz a diferença em Chapecó. A instituição trabalha em prol de conscientizar a população sobre a importância do uso de medidas preventivas ao HIV/Aids desde 1989. Sua missão é desacelerar a infecção pelo vírus e combater o preconceito e a discriminação às pessoas que vivem com a doença.  

O Gapa trabalha em parceria com instituições públicas e privadas. Assim, contribui para o fortalecimento dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e que permitam a criação e a implementação das Políticas Públicas. A equipe do Gapa também realiza diversas atividades nas áreas da saúde e assistência social, atuando em ações nas quais são realizadas capacitações, oficinas e rodas de conversas.

Atualmente, a diretoria do Gapa é composta por seis pessoas. Também há uma rede de voluntário e voluntárias a auxiliam para o desenvolvimento das atividades. Essa rede passa de 100 pessoas.

As ações são dirigidas a diferentes públicos em situação de vulnerabilidade. Isso inclui educadores de pares, pessoas que vivem com HIV ou que são afetadas pelo vírus, pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI), pessoas que usam drogas, profissionais do sexo, jovens, promotores de saúde, ativistas populares e outros. 

Segundo o presidente do Gapa, Dirceu Hermes, o Gapa desempenha um papel fundamental e faz a diferença na resposta à epidemia de HIV/Aids. “Em uma sociedade onde são crescentes as desigualdades, a fragilidade e a discriminação, o Gapa, através do controle e da participação social, garante que a resposta ao HIV permaneça relevante, que as pessoas permaneçam no centro e que nenhuma delas seja deixada para trás”, afirma.

Campanhas do Gapa 

Circulando Informação

 Ações articuladas de educação sexual e prevenção de gravidez e das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) na adolescência.

Faça Parar a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes e o HIV/Aids

Projeto foi criado em 2013 para mobilizar e sensibilizar pais, profissionais da educação, da assistência social, da saúde e adolescentes para o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, aumentando o número de denúncias. É desenvolvido em nove municípios da abrangência da CRE – Chapecó, em parceria com o Fórum Municipal Pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil.

Nenhuma para trás

Com o propósito de reduzir o número de novos casos de HIV e combater a violência contra meninas e mulheres, são realizadas oficinas e rodas de conversas sobre empoderamento, violência, sexualidade e gênero e HIV/Aids.

Participação em Conselhos

Conselho Municipal da Saúde;
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher;
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente;
Conselho da Comunidade da Comarca de Chapecó.

Campanhas de comunicação

Carnaval;
8 de março – Dia Internacional da Mulher;
18 de maio – Dia Nacional de Combate a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes;
12 de Junho – Dia dos Namorados;
25 de novembro – Dia mundial de não violência contra a mulher;
De 25 de novembro a 10 de dezembro – Dezembro Vermelho – Movimento de luta contra a Aids.


DEIXE SEU COMENTÁRIO

“Eu sou soropositivo, mas calma, sou indetectável”
“Era algo que só acontecia na casa do vizinho”
“Nos excluíam como eram excluídos no passado os leprosos”
Pessoas que vivem com HIV recebem tratamento humanizado em Chapecó
Pelo SUS, a população pode ter acesso a testes rápidos e gratuitos de HIV
Pílula que previne o HIV já é realidade em Santa Catarina
1,1 mil pessoas vivem com HIV em Chapecó
135 mil brasileiros vivem com HIV e não sabem