Polícia Civil apreendeu R$ 117,3 milhões em drogas em 2019

12ª Delegacia Regional de Polícia Civil divulgou dados referentes às ações de 2019 nas delegacias sob a área da regional. Ações de combate ao tráfico de drogas, prisões e bens recuperados estão entre os destaques

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378 prisões, mais de R$ 117,3 milhões em drogas apreendidas (cálculo feito com base no valor de venda destes entorpecentes aos usuários), recuperação de mais de R$ 1 milhão em objetos furtados ou roubados. Estes foram alguns dos destaques apresentados pela 12ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Chapecó, das ações desenvolvidas nas cidades que compõe a área de atuação da regional no ano de 2019.


O delegado regional, Ricardo Casagrande, apresentou estes dados à imprensa durante uma coletiva na manhã desta quinta-feira (12). No encontro, ele também reforçou a atuação da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCami) e, pelo terceiro ano consecutivo, o esclarecimento de todos os crimes de homicídio registrados na cidade.

 

R$ 117,3 milhões apreendidos em drogas

 

Em 2019, as ações da Polícia Civil tiraram das ruas o equivalente a R$ 117,3 milhões em entorpecentes. Casagrande destacou que essas ações foram realizadas pelas delegacias da região da 12DRP, mas pelo segundo ano, a Operação Woodstock Condá se destacou não só a nível estadual, mas também nacionalmente, com a apreensão de expressiva quantidade de drogas, também armas e veículos – inclusive carretas – usados para o crime.


A Woodstock Condá, que iniciou em maio de 2018, teve nove fases até agora e já resultou no cumprimento de mais de 100 mandados de busca e apreensão – que resultaram na apreensão de grandes quantidades de drogas de variados tipos – e 56 prisões realizadas.


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Apreensões de maconha

 

As apreensões de maconha lideraram de forma disparada na quantidade de entorpecente apreendido em 2019. Foram 11,7 toneladas da droga retirada das ruas em ações policiais.


As investigações da Woodstock Condá levaram a apreensão de duas carretas carregadas da droga, uma no Mato Grosso do Sul e outra no litoral catarinense – cada uma com cerca de cinco toneladas de maconha cada.


Em um cálculo feito pela Polícia Civil, com base no valor no qual o entorpecente é vendido aos usuários, foi estimado que o prejuízo dado ao tráfico é de mais de R$ 117 milhões.

 

Cocaína

 

Referente às apreensões de cocaína, em 2019 foram retirados das ruas 2,8kg da droga. “É uma droga mais difícil de ser localizada aqui na região. A maior quantidade deste entorpecente foi localizada em uma abordagem no bairro Efapi, aqui em Chapecó”, destacou Casagrande. O prejuízo ao tráfico provocado pela apreensão desta quantidade de droga foi avaliado pela Polícia Civil em R$ 143,3 mil.

 

Crack

 

Apreensões de crack também estão na lista das ações realizadas pela Polícia Civil neste ano. Foram 0,7kg da droga, que deixaram um prejuízo de R$ 7,8 mil.

 

Drogas sintéticas

 

As apreensões de droga sintética também se destacaram neste ano, conforme a Polícia Civil. Foram apreendidos 55 micropontos de LSD e 1,038 comprimidos de Ecstasy. Em outubro deste ano foi realizada a segunda maior apreensão de Ecstasy da história de Chapecó, quando foram localizados 534 comprimidos durante a abordagem a uma casa no bairro Presidente Médici.  O prejuízo estimado com a apreensão destas drogas foi avaliado em R$ 41,5 mil.

 

Veículos apreendidos

 

Além das drogas apreendidas, a polícia ainda fez a apreensão de 17 veículos utilizados para os

vários crimes, além do tráfico e transporte das drogas incluindo duas carretas. Segundo Casagrande, em veículos apreendidos os valores giram em torno de R$ 1 milhão. “Alguns destes carros foram solicitados pela Polícia Civil e estão sendo utilizados pelas equipes de investigação da Polícia Judiciária”, destacou o delegado.

 

R$ 1 milhão em bens recuperados

 

Outras ações que também se destacaram no ano de 2019 e foram salientadas pelo delegado regional estão as operações que conseguiram recuperar em torno de R$ 1 milhão em bens roubados/furtados nas cidades da área de atuação da regional. Se falarmos só na DRF, em uma das ações que foi aquela do roubo que houve de equipamentos de refrigeração, atingimos R$ 980 mil. “Já passamos deste valor, porque neste mês já houve a recuperação de mais de R$ 23 mil em objetos levados de outro crime na cidade.

 

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Tráfico, roubos e violência doméstica lideram prisões

 

De 01 de janeiro a 30 de novembro de 2019, a Polícia Civil fez 378 prisões, resultado de ações da polícia judiciária – sem contar as demais prisões em flagrante que chegaram até as delegacias feitas por outras forças policiais.

Deste total, 233 são referentes ao cumprimento de mandados de prisão, outras 145 em flagrante. Esse número gerou uma média de 7,8 prisões por dia na região da 12 DRP. Neste período, 20 adolescentes foram apreendidos.

 

Crimes que geraram as prisões

 

Neste ano foram realizadas 427 operações policiais operacionais para o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, além de abordagens, fiscalizações e outras ações. Essas atividades geraram uma média de 8,9 ações por semana (cerca de 2 por ações por dia), algumas delas focadas no combate a mais de um crime, incluindo a fiscalização de jogos e diversões. “Às vezes com uma ação conseguimos identificar e atingir outros tipos de crimes”, salientou Casagrande.


A maioria das pessoas presas neste ano pela Polícia Civil tinham envolvimento com tráfico de drogas. Este delito foi a causa de 88 prisões. Investigados por crimes de roubos e furtos resultaram em 85 prisões. Outras trinta pessoas foram presas com armas de fogo, 28 prisões por crimes de estupro; 25 por crimes de homicídios, 15 por associação criminosa. Outras 100 prisões realizadas pela Polícia Civil tiveram motivações variadas.

 

Flagrantes e demanda na CPP


A Central de Plantão Policial (CPP) é a unidade que atende 24 horas por dia e recebe as ocorrências e prisões feitas pelas forças policiais. É lá que os delegados plantonistas confirmam ou não as prisões em flagrante que chegam. E conforme o levantamento feito pelo Núcleo de Inteligência da Polícia Civil, mostra que em 2019 foram realizados 647 Autos de Prisão em Flagrante, uma média de dois por dia, além de nove mil boletins de ocorrência registrados na unidade. A partir do registro na CPP, os boletins são encaminhados para as delegacias responsáveis.

 

Violência doméstica

 

Outro dado enfatizado pelo delegado regional foi referente ao número de Boletins de Ocorrência registrados na DPCami. Se a CPP registrou nove mil BOs até novembro, na DPCami este número é de mais de 8,8 mil, somente referente a crimes de violência doméstica, contra crianças, adolescentes e idosos. “Entre as duas unidades (CPP e DPCami), temos praticamente o mesmo volume de boletins, chegando a quase 20 mil BOs nestas duas unidades”, explicou.


Além dos registros de ocorrência, neste ano a DPCami realizou a prisão de 71 pessoas. De agosto a novembro, foi uma média de uma prisão a cada três dias pela unidade.


“A previsão é que até o fim do ano, o número de BOs na unidade chegue aos 10 mil. Tornando-a, se não a mais movimentada, uma das mais movimentadas do Estado em razão de registros e procedimentos”, pontuou.

E neste ano foram instaurados mais de 800 inquéritos e outros 800 foram remetidos ao Judiciário.

 

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