Polícia Civil de Chapecó investiga golpe que pode ter causado prejuízos de R$ 5 milhões

Alvo da operação Castelo de Areia é uma loja de celulares, denunciada por vítimas do golpe no início do mês. Sequestro de bens, apreensão de 13 veículos, bloqueio de contas e quebra de sigilo bancário foram autorizadas pela justiça

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A Polícia Civil de Chapecó, por meio da 1ª Delegacia de Polícia Civil, deflagrou a Operação Castelo de Areia na manhã desta segunda-feira (3). A investigação apura crimes cometidos por uma loja de celulares, denunciada no início do mês de julho, que fazia a venda de aparelhos, mas muitos deles nunca chegaram a ser entregues às vítimas. O prejuízo estimado é de R$ 5 milhões.

O delegado Thiago Oliveira, da 1ª DP, explica que na manhã desta segunda-feira (3), foram cumpridos mandados de sequestro de bens com a apreensão de 13 veículos, entre eles alguns carros de luxo. A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas de sete pessoas e a quebra de sigilo bancário dos investigados pela 1ªDP.

O delegado explica que a loja investigada iniciou suas atividades em Chapecó no mês de abril. “Começou a venda de celulares por preços muito abaixo do mercado. Por exemplo, um cliente comprou três Iphones 11 por R$ 9 mil. O preço de cada aparelho é de R$ 7 mil”, comentou. Oliveira contou ainda que inicialmente os aparelhos foram entregues aos clientes, mas depois centenas de outros aparelhos não foram mais. “O cliente comprava e dava uma entrada de 50% e o restante seria pago no final. Centenas de aparelhos não foram entregues”, explica.

A investigação da Polícia Civil identificou ainda a existência de outras 12 lojas utilizando o nome da loja ‘matriz’, de Chapecó, em várias cidades em SC, no Paraná e também no Rio Grande do Sul. “As pessoas abriam as lojas nas cidades respectivas e elas ficavam em nome da loja principal de Chapecó. Eles faziam uma espécie de contrato de permissão de abertura em outra cidade, era como se fosse uma representação comercial. E nessas cidades também foram centenas de vítimas”, detalhou.

“A investigação daqui é referente às vítimas de Chapecó, envolvendo o consumidor final, mas também pessoas de boa fé que abriram essas ‘franquias’ em outras cidades. Pretendemos alinhar as investigações com as apurações que ocorrem em outras cidades para que haja o empréstimo de provas”, completou o delegado.

Até agora, a investigação da Polícia Civil de Chapecó identificou crimes de Falsidade Ideológica, centenas de estelionatos, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação ainda está em andamento. 

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