Preparador físico da Chape diz que é necessário um mês de treinos antes da volta dos jogos

Marcelo Rohling projeta a retomada dos treinos presenciais

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Os jogadores da Chapecoense treinaram pela última vez em 16 de março. Na mesma data, a Federação Catarinense de Futebol paralisou a Série A do campeonato estadual por tempo indeterminado, devido à pandemia do novo coronavírus. Um dia antes, o clube do Oeste havia vencido o Tubarão por 3 a 1, no Sul do Estado. As atividades presenciais na agremiação verde-branca também foram suspensas.

Desde então, os jogadores da Chape fazem exercícios físicos individuais, em casa. Os treinos no ambiente do clube devem ser retomados na próxima semana, após a liberação dos resultados dos testes para a covid-19, realizados nos atletas, staff e familiares.

Como o elenco não vai a campo há um pouco mais de um mês, o preparador físico do Verdão, Marcelo Rohling, acredita que o grupo necessita de pelo menos um mês para ter condições de voltar aos jogos (confira a baixo o que ele disse). Devido ao avanço da doença no País, não há previsão para o retorno do calendário do futebol brasileiro.

TEMPO DE PREPARAÇÃO

“O tempo ideal para retornarmos às competições, em minha opinião e, sobretudo, o que nos traz a literatura, seria de 50% do tempo em que ficamos parados sem treino de campo. Esse é o tempo que nos propicia a dar condições para desenvolver nos atletas as suas capacidades. Estamos com mais de dois meses de inatividade, sem ir para o campo. Quatro semanas seriam um tempo propício para desenvolver nos atletas a capacidade de jogar 90 minutos em uma intensidade adequada”.

PERDA FÍSICA

“Com certeza, vai ter um decréscimo de todas as valências físicas. A principal preocupação é com o nível de força, qualidade fundamental para os atletas terem uma boa performance e evitar lesões. O tempo parado já equivale a duas férias consecutivas. Portanto, se faz necessário estender o máximo possível esse período entre o reinício de trabalho e o reinício de competições”.

SEM PERCENTUAL

“Impossível dizer o percentual que os atletas vão perder com a inatividade, porque envolvem várias variáveis, com a individualidade biológica do atleta, o nível de condicionamento que ele se encontrava antes da parada, o nível de atividade que o atleta se propôs durante a paralisação. Não tem como a gente calcular a perda física. A literatura traz, por exemplo, ao nível de força, que de 8 a 12 semanas de inatividade se pode perder de 7 a 12% do seu nível de força. É muita coisa. Há outras variáveis também”.

TREINOS EM CASA

“Não são treinos que possibilitam um ganho grande de performance, mas possibilita ao menos estacionar e não perder, seja em nível de força, de resistência. Então, depende muito da entrega que esse atleta está tendo nas suas atividades diárias. Aquele que se dedicou mais com certeza vai ter facilidade no retorno”.

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