PSL catarinense notifica quatro deputados sobre processo de expulsão

Os parlamentares são acusados de “infidelidade partidária” por agirem em desacordo com o estatuto partidário

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O PSL catarinense iniciou o processo de expulsão de quatro de seus seis deputados estaduais. O motivo é suposta “infidelidade partidária” cometida por Ana Campagnolo, Felipe Estevão, Jessé Lopes e Sargento Lima. O ofício, que é assinado pelo presidente do PSL estadual, Fabio Schiochet, e pelo presidente do Conselho de Ética da sigla, Alessandro Gruner, alega que os parlamentares estariam agindo em desacordo com o estatuto partidário.

O PSL alega que os quatro deputados realizaram ataques ao governador Carlos Moisés, se posicionando publicamente sobre as posturas e atos do governo do Estado. Ainda, cita que os parlamentares sinalizaram que podem migrar para o Aliança Pelo Brasil, sigla em construção liderada pelo presidente Jair Bolsonaro. As penas previstas podem ser advertência, suspensão ou até expulsão do partido. Eles têm cinco dias para apresentarem a defesa.

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Os outros dois parlamentes da sigla, que não estão enfrentando processo de expulsão, são os deputados Coronel Mocellin e Ricardo Alba. Até às 15h desta quarta-feira (19), o PSL catarinense não havia se manifestado oficialmente sobre o processo aberto contra seus quatro deputados. Deles, apenas o deputado Felipe Estevão ainda não havia se pronunciado de nenhuma forma a respeito da questão de “infidelidade partidária” aberta pela executiva estadual.

Por nota, Sargento Lima enumerou uma série de posicionamentos que mostram seu alinhamento com as diretrizes partidárias e com proposições do governo. Cita que na discussão sobre redistribuir o duodécimo entre poderes, ficou sozinho na defesa da matéria, sendo que até o líder do governo votou contra. Sobre a relação com o partido, mesmo como líder da bancada na Alesc, ele disse que jamais recebeu qualquer convite para participar de reuniões.

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Jessé Lopes lembrou que uma das competências do Legislativo é fiscalizar o Executivo. “Somos representantes do povo, de modo que somos a voz daqueles que nos confiaram o cargo, por termos imunidade parlamentar, que nos assegura o direito de expressarmos livremente”. Para ele, com tantas demandas para ser fiscalizadas, “é falta de respeito com os que votaram sob promessa de uma nova e eficiente gestão pública, perder tempo com esta representação”.

Já Ana Campagnolo não falou diretamente sobre o assunto, porém, pelas redes sociais criticou a filiação ao PSL de prefeitos e vices de vários partidos no fim de semana. “Ninguém defende a desconfiguração que o Moisés está fazendo no partido estadual. Um presidente de partido que excluiu seus próprios deputados eleitos da executiva e dos diretórios municipais. O povo não é cego. O que estão fazendo com meu partido (PSL) é um desserviço”, escreveu ela.

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