R$ 15 milhões para melhorar a energia do campo no Oeste

Projeto foi apresentado nesta terça-feira (11). Na região Oeste serão substituídos cerca de 200km de fiação, de redes monofásicas para trifásicas e cabos mais resistentes a ação climática e de vegetação

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Uma reunião na manhã desta terça-feira (11), apresentou o projeto que vai atender a uma demanda de quase uma década de produtores rurais: o projeto Celesc Rural vai substituir cerca de 200km de redes monofásicas por redes trifásicas.


Essa nova rede será de cabos protegidos, que reduzirão o risco de ocorrências de quedas de luz provocadas por ventos fortes ou pelo contato com a vegetação.


O presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, esteve em Chapecó para o lançamento do projeto, acompanhado da vice-governadora, Daniela Reinehr, do secretário de Agricultura, Ricardo Gouvea, e representantes do setor do agronegócio. Produtores rurais, prefeitos e representantes de várias cidades acompanharam a apresentação do projeto.

 

Melhoria aguardada


Entre os produtores que estiveram no Parque da Efapi, acompanhando a explicação sobre a melhoria, estava o produtor rural Lauri Antônio Funkler, de Nova Itaberaba.


Em sua propriedade, ele tem aviário e também tem produção de leite e as frequentes quedas de energia atrapalham e muito a rotina no campo. “A luz não é suficiente para nossa produção, está fraca para nós, não é o suficiente para manter o leite refrigerado”, explica.


Ele lembra que já houve ocasião que a propriedade ficou 24h sem energia. “Perdemos todo o leite e sem luz o aviário fica parado. Chegamos a perder 8 mil litros de leite”, lembra.


Por isso, essa mudança no sistema de fornecimento de energia é muito esperado. “Perto da minha propriedade tem vizinhos que tem a rede trifásica e a situação mudou do dia para a noite. Dá mais segurança para a gente não perder o resultado do nosso trabalho”, conta.

 

70% do investimento deve ser no Oeste


O presidente da Celesc explica que desde que assumiu o cargo, percorreu todo Estado para entender quais eram as principais e mais urgentes demandas. E o pedido do campo foi o principal deles.


“Temos 1,1 milhão de pessoas vivendo na área rural em Santa Catarina, e correspondem a 30% do Pib do estado. Temos que investir no campo para que essas pessoas, seus filhos e netos, permaneçam no campo. São eles que levam o alimento às famílias catarinenses, além de enriquecer o estado com suas exportações. Vamos continuar investindo nesse ano”, destacou.


Ele pontua ainda que o programa vai ajudar as propriedades a terem equipamentos mais potentes, resultando no aumento da produtividade e rentabilidade das propriedades rurais. Ainda destaca, que 70% dos investimentos programados para este ano estão prospectados na região Oeste e Meio Oeste.

 

Celesc Rural


A primeira etapa do programa, que terá início no segundo semestre de 2019, prevê a instalação de 400km de redes trifásicas. Desse total, 200km serão instalados em 47 cidades da região Oeste, na abrangência no Núcleo de Chapecó e das unidades regionais da Celesc de Concórdia e São Miguel do Oeste.


O coordenador da Regional Oeste, Paulo Giacomazzi, explica que o investimento na região chegará aos R$ 15 milhões nesta primeira etapa. “É uma reivindicação antiga essa mudança para redes trifásicas. E o ganho que teremos é que essas redes serão construídas com cabos protegidos, que sofrem menos a ação de vegetação e galhos que caem sobre as redes, evitando que elas sejam desligadas”, pontuou.


O programa está em fase de licitação para contratação de empresas e para compra de materiais ea previsão é que até o fim de 2020 quase 400km de rede monofásicas sejam substituídas por trifásicas e mais 800km de cabos de alumínio nu sejam substituídos por cabos protegidos.  Ao todo serão investidos R$ 65,7 milhões em 1,2 mil km de rede na área da concessão da Celesc, com início já no segundo semestre deste ano.

 

Escolha das localidades


Martins explicou que a escolha das localidades que receberão as novas redes foi feita baseada a partir de análise técnica considerando os ramais prioritários, onde havia maior número de unidades consumidoras, maior carga de energia consumida e maior número de ocorrências de quedas de luz.


“É um padrão de rede mais robusto, mas ele não é completamente isolado, ou seja, o produtor não poderá tocar nele”, alertou o diretor de Geração e Novos Negócios da Celesc, Pablo Cupani. O presidente da Celesc finalizou destacando que a partir de outubro deve ser lançada a segunda etapa do projeto, encerrando o ano com investimentos próximos de  R$ 100 milhões para melhorias.

 

Minha região será beneficiada?


Os produtores interessados em saber se sua região está contemplada nesta primeira fase do projeto, podem procurar no site da Celesc ou ainda nas unidades regionais da companhia.

 

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