Rally da Safra faz radiografia da produção de soja no país

Evento técnico foi realizado nesta segunda-feira (9) na cidade. Equipe composta por técnicos percorrerá plantações de soja no RS para avaliar as condições das lavouras a partir desta terça-feira (10)

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A partir desta terça-feira (10), até a sexta-feira (13), uma das equipes do Rally da Safra começa a percorrer as plantações da região Sul do país, para avaliar as lavouras de soja, especialmente no Rio Grande do Sul.


Mas a primeira parada da equipe 7 foi em Chapecó, nesta segunda-feira (9), para a realização de um evento técnico reunindo produtores e profissionais para falar sobre o plantio e as perdas provocadas pelo clima seco. O encontro foi na Associação Atlética e Recreativa Alfa (AARA).


De acordo com André Debastiani, engenheiro agrônomo e coordenador geral do Rally da Safra, ao final da atividade as equipes terão percorrido mais de 100 mil kms e visitado 1,8 mil propriedades de todo país. “A estimativa é que tenhamos contato com mais de três mil produtores, repassando as informações sobre o que vimos e ouvindo as experiências deles”, explicou.


Segundo ele, todo o diagnóstico feito pelas equipes do Rally são voltados aos produtores e compartilhados durante estes eventos técnicos realizados durante o percurso do rally. “Onde podemos passar um pouco da leitura que o rally está fazendo da produção de soja e algumas relacionadas ao milho, tanto do potencial produtivo, expectativas, combate a pragas e situação do produtor em relação a agricultura”, detalhou.


Até agora as equipes percorreram cerca de 50 mil km Brasil afora. “Justamente no momento de início da colheita, que é a hora que tiramos as informações e conseguimos fazer as previsões.


As equipes são separadas em quatro ou cinco veículos que se dividem nas visitas a propriedades aleatórias, avaliando o número de plantas, produção de grãos nas vagens, umidade e outros dados. “Carregamos a bandeira do agro e um dos objetivos é fazer um diagnóstico preciso do que acontece no campo, considerando as condições climáticas, peculiaridades das regiões”, finalizou.


Depois da atividade técnica em Chapecó, os técnicos começam de fato a expedição que passará por Palmeiras das Missões (na terça-feira, 10); Santo Ângelo (na quarta-feira, 11), Cruz Alta (quinta-feira, 12) e acaba em Passo Fundo na sexta-feira, 13.

 

Projeções


Segundo os organizadores, a expectativa é que os técnicos não encontrem condições tão boas das lavouras quanto nas outras regiões do país já avaliadas pelo Rally da Safra. A equipe 7 vai a campo para dimensionar as perdas causadas pelo clima em dezembro, janeiro e fevereiro, um período em que choveu pouco e de maneira irregular no estado, reduzindo o potencial produtivo das lavouras. Mesmo que volte a chover nas próximas semanas, parte das perdas já é irreversível, explicam.

 

O Rally da Safra


Esta é a 17ª edição do evento, que é a principal expedição técnica privada sobre a safra de grãos no Brasil. Ele é composto por 11 equipes de campo, oito delas responsáveis por avaliar as lavouras de soja até o mês de março. Outras três vão a campo entre maio e junho para verificar as áreas de milho segunda safra.


Esse levantamento será feito nos 12 principais estados produtores: Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins.


O Rally da Safra vai percorrer mais de 100 mil quilômetros neste ano. A área avaliada pelos técnicos corresponde a 95% da produção de soja e 72% de milho no País. A estimativa atual do Rally para a safra brasileira de soja é que sejam produzidas 126,3 milhões de toneladas – previsão a ser confirmada pelos técnicos em campo. O evento é organizado pela Agroconsult

 

Cronograma


O Rally da Safra iniciou no mês de janeiro, com a equipe 1 percorrendo o Médio-Norte de Mato Grosso, enquanto a equipe 2 passou pelo Sudeste de Mato Grosso, Sudoeste de Goiás e Norte de Mato Grosso do Sul.


A partir de fevereiro, técnicos da equipe 3 visitaram o Sul de Mato Grosso do Sul e o Oeste e Norte do Paraná e a equipe 4 retornou ao Mato Grosso para visitar as regiões Leste, Oeste e Médio-Norte do Estado. Já a equipe 5 foi responsável por visitar o Noroeste e o Triângulo Mineiro e ainda o Sul de Goiás. Em março foi a vez da equipe 6 ir a campo, passando pelo Sul de São Paulo, visitando a região de Itapeva, Capão Bonito, Assis e cidades do entorno. Depois, em 3, 4 e 5 de março, os técnicos percorreram o Norte, Centro e Sudoeste do Paraná.


Nesta edição, de 18 de maio a 05 de junho outras três equipes avaliarão o milho segunda safra em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.

 

 

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