Reflexão, autoconhecimento e amor próprio

Na luta contra o câncer de mama, a chapecoense Sonia Pestri Schwengber aprendeu a se amar de todas as formas

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“A experiência que eu tive com o câncer foi muito tranquila”. Assim, a chapecoense Sonia Pestri Schwengber, de 47 anos, começa o seu relato sobre a doença que enfrentou em 2017. Ela conta que da noite para o dia percebeu que o seio estava duro. Foi aí que foi à ginecologista e descobriu o câncer de mama. 

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Embora muitos recebam o diagnóstico do câncer de forma negativa, Sonia foi confiante desde o início. “Eu não fiquei com medo, sabia que era tratável e decidi fazer o que precisava ser feito com otimismo. Em momento algum tive medo da morte, foi algo que nunca passou pela minha cabeça”, afirma.

Do tratamento à transformação 

Antes de iniciar o tratamento contra o câncer de mama, Sonia ficou um pouco aflita. “As pessoas te assustam muito, dizem que a quimioterapia é terrível. Por isso fiquei ansiosa para saber como o meu corpo iria receber o tratamento”, explica.

Porém, com a ajuda de bons especialistas aliada à tecnologia, ela relata que não sofreu enjoos ou passou mal durante o tratamento. “Eu senti um desconforto. Estava bastante inchada e isso me atrapalhou um pouco, mas de forma geral foi tudo muito tranquilo”, conta. 

O tratamento foi realizado em um ano. Ao todo, foram 12 sessões de quimioterapia, 25 sessões de radioterapia e, no final, a mastectomia. Para não correr o risco do câncer se espalhar, Sonia fez a retirada dos dois seios. Apenas um ano depois ela colocou a prótese de silicone. “Não foi algo que me abalou. Naquele momento eu só queria ficar bem”, diz.

No dia em que começou a perder o cabelo, devido à quimioterapia, Sonia optou por raspar a cabeça em uma barbearia. “As mulheres geralmente são mais sensíveis e choram em um momento como esse. Eu não queria essa energia pra mim. Estava tão bem comigo mesma que optei por não ir em um salão de beleza, onde teriam outras mulheres”, lembra. Naquela época, a autoestima de Sonia estava lá em cima. “Eu me amei daquela forma. Na verdade, aprendi a me amar de todas as formas”, completa. 

Momentos importantes

Essa experiência possibilitou que Sonia vivesse um dos momentos mais importantes da sua vida. “Eu evoluí muito. Me permiti ser egoísta, no sentido de me colocar em primeiro lugar e dar mais valor pra mim, pro meu corpo, pra minha saúde”, comenta. “O recado que eu dou às mulheres que estão passando por isso é: não se comparem com as outras pessoas e procurem as redes de apoio, vocês não estão sozinhas!”, finaliza. 


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