Réu que matou mulher e escondeu corpo no interior é condenado a mais de 17 anos de prisão

Mariza de Melo de 29 anos foi morta a facadas no loteamento Zan Rosso do bairro Efapi em 2018

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O homem que era acusado de matar Mariza de Melo em abril do ano passado foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão por feminicídio. O júri inicialmente agendado para o dia 2 de dezembro, na comarca de Chapecó, aconteceu na segunda-feira (9).

A remarcação atendeu a um pedido do advogado de defesa que atuou em outro longo julgamento três dias antes da primeira data. Este foi o segundo caso de feminicídio julgado consecutivamente na comarca. Desta vez, o acusado, um homem de 52 anos, foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão (no regime fechado) mais oito meses e cinco dias de detenção (no regime semiaberto). Ele ainda teve negado o direito de recorrer em liberdade.

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A condenação foi por homicídio qualificado por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio (16 anos e quatro meses), ocultação de cadáver (1 ano e dois meses) e fraude processual (8 meses e cinco dias). Os debates se estenderam por mais de 12 horas.

O conselho de sentença foi formado, em sorteio, por cinco mulheres e dois homens. Na acusação atuou a promotora de Justiça, Marta Fernanda Tumelero. Os advogados de defesa foram Alexandre Santos Correia Amorim e Carlos Eduardo da Rocha. A sessão foi presidida pelo juiz substituto Édipo Costabeber.

O crime

​De acordo com a denúncia, o companheiro sentia ciúmes da vítima Mariza de Mello que tinha 29 anos de idade. Foi por volta de 6h30 do dia 27 de abril de 2018, no loteamento Zanrosso, na Grande Efapi, que a mulher foi morta com quatro golpes de faca. O acusado enrolou o corpo num lençol e, de carro, levou até uma estrada que dá acesso a uma comunidade rural de Chapecó. O homem ainda limpou a casa e lavou as roupas sujas de sangue.

Quem atendeu a ocorrência foi a Polícia Militar (PM) de Abelardo Luz, que foi acionada na manhã deste domingo (29) para realizar a remoção de um corpo encontrado boiando em uma região alagada do Rio Chapecó, no interior do município.

Por volta das 9h30 o corpo foi visto por pessoas que passavam pela estrada para se deslocar ao alagado para passar o domingo. A região alagada fica nas proximidades da antiga ponte na Linha Barra das Antas. O corpo encontrado apresentava lesões e sinais de tortura em diversas regiões.

Prisão do autor

Foi em menos de 10 dias, que a Divisão de Investigação Criminal (DICFron), de Chapecó esclareceu o crime e prendeu o suspeito do homicídio de Mariza de Melo. O suspeito do crime, companheiro da vítima, foi preso no dia 7 de maio pela Divisão de Investigação Criminal (DICFron).

De acordo com o delegado Vagner Papini, após o crime uma testemunha procurou a Polícia Civil e relatou que havia presenciado uma briga entre o casal na manhã do dia 27 de abril, quando o crime teria sido cometido, na casa onde o casal mora. Por medo de represálias, ela não chamou a polícia naquele momento, mas quando soube que a Polícia Civil investigava o crime se apresentou e contou o que havia presenciado.

A polícia, então, acionou o Instituto Geral de Perícias (IGP) para fazer a perícia na casa onde o casal morava. “Foram encontradas manchas de sangue no espelho e também no chão da casa”, explicou o delegado na época.

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