Servidor é afastado e 4 mandados de busca cumpridos pelo Gaeco em Chapecó

Operação investiga crimes como corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e falsificação de documentos públicos

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Chapecó cumpriu mandados de busca e apreensão e de afastamento de um servidor público de Chapecó durante a operação Negócio Acessível, realizada na cidade na manhã desta quinta-feira (12). A investigação apura crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, advocacia administrativa e falsificação de documentos públicos.


De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Diego Barbiero, a investigação começou no mês de janeiro após o compartilhamento de informações com a Justiça Federal de Chapecó, que durante uma investigação apreendeu celulares onde identificaram indícios da prática de pagamento de propina para servidor público. “Aprofundamos a investigação para chegar em qual era o servidor, e a partir da identificação dele foram solicitados os mandados de busca e apreensão”, contou ao Diário do Iguaçu.


A investigação foi coordenada pela 10ª Procuradoria de Justiça do MPSC e além dos mandados de busca cumpridos nesta quinta (12), foi determinado o afastamento do servidor. “Ele está proibido de manter contato com qualquer pessoa da secretaria, também não pode ir até lá e se violar a medida pode ser preso preventivamente”, destaca.


As buscas foram cumpridas em casas, empresa e no local onde o servidor trabalhava, sendo recolhidos celulares, computadores e documentos relacionados a atuação dele.

 

Prefeitura deu apoio à investigação


O promotor enfatiza que desde que a administração municipal - tanto a procuradoria do município quanto a secretaria onde o servidor atua - foi comunicada sobre a investigação, deu total apoio as ações e se colocaram à disposição para ajudar. “Acompanharam as buscas, designaram servidores para auxiliar e deram franco acesso a tudo”, pontuou Barbiero. A partir de agora, todo o material apreendido será analisado pela equipe do Gaeco. O nome do servidor não foi divulgado pela equipe de investigadores.

 

Prefeitura se manifesta


Sobre a ação na cidade, a prefeitura de Chapecó se manifestou por meio de nota. “A Administração está colaborando com as investigações. Os nomes dos envolvidos seguem em sigilo e detalhes sobre a operação serão repassados pelo Ministério Público”.

 

 

Ação nacional

 

Os Gaecos de 10 estados realizaram operações de combate à corrupção e lavagem de dinheiro na manhã desta quinta-feira (12).


As ações ocorreram em Santa Catarina, no Amazonas, na Bahia, em Goiás, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte, em São Paulo e em Sergipe e são promovidas pelos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos). Articulada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), colegiado que reúne os Gaecos do Brasil, a operação nacional cumpre 87 mandados judiciais, dentre busca e apreensão, prisão, afastamento de funções públicas e uso de tornozeleiras eletrônicas.


Conforme o Ministério Público, o objetivo da operação nacional é combater crimes contra a Administração Pública praticados por servidores públicos e particulares, dentre eles crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, peculato eletrônico, participação em organização criminosa, associação criminosa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, falsidade ideológica e material e fraude processual.


"Lançamos uma grande ofensiva contra a corrupção e a lavagem de dinheiro, reafirmando o propósito de defesa do patrimônio público e garantindo a punição dos que teimam em confiar na impunidade. A lei vale para todos", afirmou o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, coordenador do GNCOC, sobre a ação nacional. 

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