Sete cidades do Oeste vivem epidemia de Dengue

Ao todo, SC tem 10 cidades em situação epidêmica segundo a Dive. No Oeste, São Miguel do Oeste, Maravilha, São Carlos, Águas de Chapecó, Caibi, Coronel Freitas e Formosa do Sul fazem parte do grupo

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Das 10 cidades catarinenses consideradas em situação epidêmica de Dengue, sete delas estão localizadas na região Oeste. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC) explica que a condição de epidemia é caracterizada quando a taxa de incidência da doença é maior do que 300 casos por 100 mil habitantes.


As cidades de Águas de Chapecó, Caibi, Coronel Freitas, Formosa do Sul, Maravilha, São Carlos e São Miguel do Oeste se enquadram nesse parâmetro e são consideradas em situação de epidemia da doença. Além das cidades oestinas, Bombinhas, Joinville e Tijucas vivem a mesma situação.


Maior número de casos


Conforme o último boletim da Dive, divulgado na última sexta-feira (22), SC registra mais 4,6 mil casos da doença, sendo o ano com maior número de registros no estado, superando 2016, quando foram contabilizados 4,379 pacientes com a doença.


Autóctones

Do total de casos deste ano, a maioria (4.265) é autóctone, ou seja, foram casos contraídos dentro do estado. Há transmissão de dengue em 46 municípios catarinenses.

 

São Miguel do Oeste


Segundo a Vigilância Epidemiológica de São Miguel do Oeste, a cidade registra 136 casos confirmados de Dengue, dado atualizado até o dia 21 de maio. O enfermeiro Marcos Bortolanza explica que a caracterização de epidemia ocorre pela relação entre o número de casos confirmados e de habitantes e que essa taxa na cidade é de 316,2 casos por 100 mil/hab.

Dos casos confirmados, 130 autóctones, quatro importados e dois com local provável de infecção indeterminado.


A secretária de Saúde, Geni Girelli, relata que o Município realiza ações contínuas de combate ao mosquito Aedes aegypti e expedição de notificações e multas aos proprietários de terrenos sem manutenção. Entidades também se envolveram em campanhas de conscientização, e está em andamento um roteiro de coleta de lixo e entulhos nos bairros e mutirão de limpeza. Ela reforça a importância de cada um fazer a sua parte. “Todos já sabem o que precisa ser feito, basta fazer”, pontua.

 

Maravilha


A coordenadora da Sala de Situação da Dengue de Maravilha, Richelly Soares, conta que a cidade já contabiliza 110 casos da doença, sendo 100 deles autóctones, com uma taxa de incidência de 385,8 casos por 100 mil/hab segundo a Dive. Ela explica que as ações de conscientização seguem, com visitas das agentes de endemias, mas devido ao coronavírus as vistorias eram feitas na parte externa da casa como medida para evitar contágio pelo coronavírus.


Também são feitas ações com Fumacê e orientação sobre o descarte correto do lixo, que conta com parcerias de entidades e organizações da cidade. “É um número recorde, nunca vivemos uma situação dessa. Em 2019 tivemos alguns casos, mas nem perto disso”, alerta.

 

São Carlos


São Carlos também aparece como município em situação de epidemia da doença. Segundo a Prefeitura da cidade já são 109 casos confirmados da doença, a maioria deles autóctone, com uma taxa de incidência de 930,8 casos por 100 mil/hab.


O Fiscal de Vigilância Sanitária e coordenador de endemias  de São Carlos, Fábio Castelani, explica que os primeiros casos começaram a aparecer em fevereiro e o município organizou ações para limpar e orientar os moradores. Segundo ele, em uma das ações foram retiradas 28 cargas de lixo e entulho de casas e terrenos por toda a cidade, especialmente em um dos bairros onde houve maior número de casos da doença.


Também foi utilizado um  drone para fazer imagens de pontos de difícil acesso onde poderiam haver criadouros, bem como a ajuda dos Bombeiros nos trabalhos. “Estamos conseguindo controlar e não temos novos casos desde 15 de maio. O frio ajuda, mas não vamos parar, temos mais ações programadas para não deixarmos resíduos para quando o calor voltar”, explicou, lembrando que há três anos são feitas ações para combater a doença e conscientizar a população.

 

Águas de Chapecó


Cruzando a ponte sobre o Rio Chapecó, a  cidade de Águas de Chapecó também vive uma epidemia da doença com 26 casos confirmados até agora. No município, a taxa de incidência é de 354,6 casos por 100 mil/hab.


A Agente de Combate a endemias da cidade, Andrize Perosso explica que é o primeiro ano que a cidade registra casos autóctones da doença, e lembra que em outro ano houve um único caso importado. Ela reforça que a prefeitura tem realizado ações e forças-tarefa no perímetro urbano e rural para eliminar criadouros da doença, mas que há muito descuido por parte da população com o lixo, caixas d’água e pontos onde o mosquito pode se desenvolver.

 

Coronel Freitas


Em Coronel Freitas já são 78 casos confirmados de Dengue, o que representa uma taxa de incidência de 771,5 casos por 100 mil/habitantes. Outros 35 casos foram descartados e 12 suspeitos aguardam resultados. Segundo a prefeitura da cidade, todos são autóctones.


Entre as ações feitas para frear o número de casos e também eliminar criadouros do mosquito, está a limpeza de terrenos e uma nova ação começará a ser executada nos próximos dias, que recebeu o nome de ‘Desapega do que entulha sua vida’. Por meio de agendamento, a prefeitura passará nos bairros e os moradores poderão descartar tudo o que estiver entulhado em suas casas, e o material será encaminhado para a destinação correta.


Antes da coleta, equipes da Assistência Social e CRAS passarão nos bairros para entregar material de conscientização aos moradores e orientar as famílias sobre as consequências epidemiológicas e os riscos para a saúde física e mental (os acúmulos de objetos desnecessários) estimulando a limpeza e a organização de suas casas e pátios. Depois, já em junho, serão feitas as ações de coleta dos materiais descartados.

 

 

Caibi


Na cidade de Caibi já são 22 casos confirmados da doença, que contabiliza uma taxa de incidência de 309 casos por 100 mil/hab. Dos casos contabilizados na cidade, apenas um é importado e os demais são autóctones. Ações de conscientização da população, com visitas de orientação e divulgação pela imprensa são feitas para alertar sobre a situação.

  

Formosa do Sul


Em Formosa do Sul, até esta terça-feira (26), haviam sido confirmados 24 casos da doença, todos deles autóctones. A taxa de incidência é de 836,7 casos por 100 mil/hab De acordo com a enfermeira da Secretaria de Saúde, Odete Cichowicz, outros 15 casos foram descartados e sete seguem em investigação.


“É a primeira  vez que temos casos registrados e com oito casos já estávamos em situação de epidemia da doença”, comenta. Segundo ela, as equipes observam que o maior problema é o descuido com cisternas, caixas d’água e espaços domésticos onde o mosquito pode se criar e que, além das ações porta a porta, o município também utilizou um drone para identificar pontos com possíveis criadouros da doença.

 

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