Um novo começo para Greicy

Ela foi diagnosticada com câncer em 2016. Do susto a enfrentar a doença, ela aprendeu muito e agora conta sua história

- Publicidade -
 

Nadia Miachaltchuk
nadia@diariodoiguacu.com.br

Buscar alguém que também estivesse enfrentando o câncer mieloma múltiplo foi a primeira reação de Greicy Gadler Lang, de 37 anos, ao ser diagnosticada com a doença. “Foi como receber uma sentença de morte”, conta. Na época, ela não tinha conhecimento nenhum sobre a doença. Hoje, três anos depois, Greicy percebe que é possível fazer o tratamento e viver bem com a doença. 

>> Últimas notícias <<

O diagnóstico veio em 30 de setembro de 2016. Os sinais da doença, porém, começaram a aparecer muito antes. Entre os anos de 2014 e 2015, Greicy começou a sentir extremo cansaço. “Eu não tinha disposição nem pra subir uma escada. Já acordava cansada”, conta.

Após realizar uma série de exames, foi constatado que ela tinha anemia. No entanto, os sinais do câncer persistiam. Foi a insistência em descobrir o que havia de errado que fez com que ela fosse diagnosticada com mieloma múltiplo e, assim, ter chances de lutar contra a doença. 

No início, a aceitação da doença foi muito difícil. No momento em que recebeu o diagnóstico, ela estava com o marido. “Nós saímos de lá sem chão, porque é um tipo de câncer maligno e incurável. Quando foi falado que precisaria de um transplante de medula óssea, eu fiquei muito assustada”, lembra.

Conversou com pessoas que também estavam com a doença e procurou informações na internet. Durante a busca, ela conheceu o International Myeloma Fondation (IMF) e um grupo de apoio que enfrentam a doença. Atualmente, seis pacientes fazem parte do grupo em Chapecó. 

Tratamento

Greicy realizou um ano de quimioterapia antes de poder realizar o auto transplante de medula óssea. Foram necessários dois protocolos de quimioterapia, pois o primeiro protocolo prescrito não alcançou os resultados esperados. “Foi uma decepção muito grande pra mim, mas tive que ser forte e continuar o tratamento”, relata.

A experiência dela com a quimioterapia não teve muitos efeitos colaterais. “Eu sentia um pouco de náusea e cansaço, mas nada insuportável. Para reduzir ainda mais os efeitos, eu evitava comer doces, tinha uma boa alimentação e praticava atividade física”, afirma.

Ela conta que a parte mais difícil do tratamento foi o auto transplante de medula óssea. O transplante foi realizado em Curitiba (PR) e contou com 30 dias de internação. Foram dias de desgaste, baixa imunidade e muita saudade dos filhos, que ficaram com o pai em Chapecó. Lá, Greicy contou com a ajuda de mãe. Foi nesses 30 dias que ela perdeu o cabelo. 

Quando voltou para casa, precisou intensificar os cuidados com a alimentação. Mas não foi apenas a rotina da família que mudou após a descoberta do câncer. “Hoje, eu mudei a forma de enxergar tudo isso. Sou mais madura e mais forte. Levo uma vida praticamente normal e valorizo muito mais o presente em vez de ficar apenas fazendo planos para o futuro”, enfatiza.  

Mieloma múltiplo

Mieloma múltiplo é um tipo de câncer de medula que afeta os plasmócitos. É a segunda doença mais frequente entre os cânceres de sangue, sendo quatro vezes mais frequente que a leucemia. Embora os idosos sejam os mais atingidos, cada vez mais pessoas jovens estão sendo diagnosticadas com a doença. Ao todo, calculam-se 15 mil novos casos por ano no Brasil.  

No país, a doença demora muito para ser diagnosticada. Estudos demonstram que a demora no diagnóstico faz com que os pacientes comecem a ser tratados com a doença em estado avançado. 

No caso de suspeita da doença, é necessário realizar uma série de exames para se chegar a um diagnóstico conclusivo e avaliar o estágio e a atividade da doença. Para isso, o primeiro passo é a realização do exame Eletroforese de Proteínas Séricas (EPS), um exame de sangue e de fácil acesso.

Embora atualmente não exista cura para o mieloma, a doença é tratável. Muitos pacientes levam uma vida normal por vários anos, ou até décadas, depois do diagnóstico. Com o número de pesquisas aumentando a cada dia, a perspectiva geral para os pacientes é cada vez melhor. 

Sinais

- Anemia;
- Alto nível de proteínas (no sangue e/ou na urina);
- Lesões ósseas (osteoporose);
- Níveis elevados de cálcio no sangue (hipercalcemia);
- Redução da função do sistema imunológico contra infecções.

Sintomas 

- Fraqueza.
- Má circulação, possível dano renal.
- Dores ósseas, fratura ou colapso de um osso, dor lombar.
- Confusão mental, desidratação, insuficiência renal.
- Predisposição a infecções, demora na recuperação de infecções.

(Fonte: International Myeloma Fondation) 


DEIXE SEU COMENTÁRIO

Diário do Iguaçu encerra campanha do Outubro Rosa com evento e homenagens
As lições que o câncer trouxe para Marina
Reflexão, autoconhecimento e amor próprio
Otimismo ajuda Erci a superar o câncer de mama
Mãe e filha superam o câncer de mama juntas
Os três F’s de Silvana: família, força e fé
Mutirão de cirurgias de reconstrução mamária é lançado em SC
Um novo começo para Greicy
Um motivo para ter fé
Unimed Chapecó realiza workshop de prevenção ao câncer de mama