Vereadores querem que Fidelis renuncie à presidência

Legislativo chapecoense está desconfortável após a prisão do presidente e colegas pedem sua saída da Mesa Diretora

- Publicidade -
 

Bruno Pace Dori

politica@diariodoiguacu.com.br


Preso desde o último dia 12, a situação do presidente da Câmara de Vereadores de Chapecó, Arestide Fidelis (PSB) segue repercutindo no meio político. Alguns colegas vereadores já manifestaram, em tribuna, o desconforto com a situação. Já nos bastidores, as falas são mais incisivas, inclusive, alguns discutem que Fidelis deveria renunciar à presidência. O recado será dado a Fidelis, na esperança de resguardar um pouco a imagem do Parlamento.

O vereador Neuri Mantelli (PRB) é enfático em dizer que se Fidelis não renunciar ao cargo na Mesa Diretora entrará com pedido de cassação do mandato junto à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. “É um retrocesso ele continuar como presidente. A sociedade espera uma resposta de nós vereadores. Se ele não pedir renúncia, vou entrar na Comissão de Ética e exigir que os colegas dessa comissão apresentem um parecer sobre o caso”, diz.

Últimas notícias

Presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, o vereador Aderbal Pedroso (PSD) explica que até o momento nenhum pedido referente ao caso chegou até ele. “Se eu receber um pedido formal, vamos juntar os membros da Comissão e solicitar um parecer jurídico para a procuradora municipal adjunta do Legislativo”, comenta. Se o parecer for pela cassação, o pedido será apreciado e votado pelo plenário da Câmara, sendo necessários 11 votos.

Presidência

Desde a prisão de Fidelis, a presidência da Câmara é exercida de forma interina por Ildo Antonini (DEM), que é o vice. Uma possível renúncia de Fidelis do cargo principal da Mesa Diretora deixa o espaço aberto e, nos bastidores, há entendimentos opostos em relação se Antonini ascende automaticamente à presidência ou se uma nova eleição deve ser feita para completar o biênio 2019/2020. Essa discussão vai se intensificar se realmente Fidelis renunciar.

A Comissão

Até 2014, a Câmara de Vereadores de Chapecó não possuía uma Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, que tem como função avaliar a conduta de seus membros, dentro e fora do Legislativo. Ela foi formada justamente após Arestide Fidelis ser detido depois de causar um acidente de trânsito, mas até hoje nunca foi acionada. Além de Pedroso na presidência, a Comissão é formada por Dino Dall Rosa (PSB), vice-presidente; e Jatir Balbinot (PDT), membro.

O caso

Em 1º de maio de 2014, o veículo dirigido por Fidelis bateu em dois carros no Contorno Viário Oeste, na altura do bairro Santo Antônio. Sete pessoas foram envolvidas, sendo que duas ficaram feridas, uma em estado grave. O teste do bafômetro apontou embriaguez e o vereador foi preso em flagrante, ficando 33 dias detido no Presídio Regional de Chapecó, até conseguir habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça (TJ/SC) para aguardar o julgamento em liberdade.

1 COMENTÁRIO(S)

  1. Essa Câmara de vereadores de Chapecó está uma vergonha... ultrapassada.. Esse Dalla Rosa já está há 300 anos lá se reelegendo pra manter os cupinchas ... trabalhar que é bom nada...

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Cadastro imobiliário será revisto em Chapecó
Revisão do eleitorado termina em 11 cidades do estado na próxima sexta (30)
Obras de Mobilidade Urbana são confirmadas em Chapecó
Bolsonaro diz que imprensa regional é importante para a Nação
Governador recua e defensivos agrícolas permanecem sem impostos até o fim do ano
Pedro Uczai defende recomposição de R$ 56 milhões para Santa Catarina
Praça da Família estará concluída até o fim de 2020
Representantes da mídia regional do Sul do país são recebidos por Jair Bolsonaro
PSL avaliará postagens de deputados contra governador
Câmara de Vereadores de Chapecó lança concurso público