Vice de futebol da Chapecoense, Cleimar Spessatto vai renunciar após o Brasileirão

Dirigente verde-branca alega dificuldade para conciliar as atividades da sua empresa com o dia a dia do clube

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A fotografia da diretoria executiva da Chapecoense será bastante diferente para a temporada de 2020. Da composição eleita por maioria de votos em dezembro de 2018, apenas o atual presidente Paulo Magro continuará na direção.

Conforme já circulava nos bastidores, Cleimar Spessatto irá renunciar ao posto de vice-presidente de futebol. Nesta quinta-feira (7), o dirigente confirmou ao Diário do Iguaçu que deixará a agremiação do Oeste catarinense após a Série A do futebol brasileiro, que termina no dia 8 de dezembro.

Spessatto diz que não consegue dedicar tempo suficiente à Chape. “O futebol exige muito. Quem está neste cargo precisa acompanhar treinos, viajar, participar de reuniões. Não consigo conciliar as atividades da minha empresa com as do clube”, disse.

A Chapecoense começou 2019 com três pessoas no departamento de futebol: além de Cleimar, os remunerados Newton Drummond (diretor executivo) e Nivaldo (coordenador técnico). Porém, os dois foram demitidos em junho e maio, respectivamente. Ninguém foi contratado para as vagas, apenas a promoção do supervisor Michel Gazola para gerente.

Antes de Spessatto, outros dois vices deixaram o Verdão recentemente: Luiz Antônio Danielli (Marketing e Patrimônio), que alegou compromissos de trabalho, e Cesair Bartolamei (Jurídico), que havia dito no início do ano que ficaria no máximo até outubro.

A renúncia de maior impacto, mas que também não surpreendeu, foi a do presidente Plínio David De Nes Filho. A decisão de Maninho foi comunicada aos conselheiros na quinta da semana passada (31), em assembleia, e oficializada no dia seguinte (1).

Maninho estava de licença médica desde o dia 20 de agosto. Neste período, o vice de Administração e Finanças, Paulo Magro, assumiu a Chapecoense de forma provisório. Na carta entregue ao presidente em exercício, De Nes disse que o motivo da saída era o confronto de ideias com alguns membros da diretoria.

Como primeiro na linha sucessória, Paulo Magro passou a presidir o Verdão em definitivo. Ele garantiu que ficará no comando até o fim do mandato, que termina em outubro de 2020. Assim, Magro é o único da formação original que permanecerá no corpo executivo da Chape.

Os nomes para ocupar as vagas em aberto serão definidos em breve. Quem também deve sair é o presidente de honra, Ivan Tozzo. Ao Diário do Iguaçu, ele admitiu esta possibilidade. Nos demais setores, conselhos deliberativo, fiscal e consultivo, não deverão acontecer mudanças. Os ocupantes de cargos eletivos não podem receber salários por força estatutária.

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